A administração do ex-presidente Donald Trump demonstrou pouco interesse em aceitar a proposta do Irã para encerrar o conflito atual e reabrir o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de navegação do mundo, em troca do fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos ao país.
A oferta, apresentada pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante visita à Rússia, incluía o adiamento das negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, rejeitou a condição em entrevista à Fox News na segunda-feira (dia 12).
“Precisamos garantir que qualquer acordo firmado seja definitivo e impeça o Irã de buscar uma arma nuclear em qualquer momento”, afirmou Rubio, referindo-se à proposta iraniana, que foi entregue aos EUA pelo Paquistão.
O Conselho de Segurança Nacional dos EUA discutiu a proposta, e o então presidente Donald Trump anunciou que iria se pronunciar sobre o tema em breve.
A Rússia, tradicional aliada do Irã, não deixou claro se ofereceria algum tipo de apoio à proposta iraniana.
Conflito já deixou milhares de mortos na região
Desde o início da guerra, o número de vítimas fatais tem crescido em diversos países da região. Segundo dados da Associated Press, pelo menos:
- 3.375 pessoas morreram no Irã;
- 2.521 pessoas morreram no Líbano, onde os combates entre Israel e o grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã, foram retomados dois dias após o início do conflito;
- 23 pessoas morreram em Israel;
- Mais de uma dezena de vítimas foram registradas em países do Golfo Pérsico.
Além disso, 16 soldados israelenses morreram no Líbano, 13 militares norte-americanos foram mortos na região e seis capacetes azuis da ONU perderam a vida no sul do Líbano.