A família do rapper Tupac Shakur, morto em 1996, protocolou na terça-feira (12) uma ação por morte injusta contra Duane 'Keefe D' Davis e outros acusados. A denúncia, apresentada no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, busca indenização por danos não especificados, relacionados ao assassinato do artista.
Segundo documentos judiciais obtidos pelo TheWrap, Mopreme Shakur, meio-irmão de Tupac e administrador do espólio de seu padrasto, Mutulu Shakur, incluiu Davis e outros 100 acusados não identificados — denominados como 'John Does 1-100' — na ação. Um representante de Davis não respondeu imediatamente ao pedido de comentário da reportagem.
O documento destaca que, após quase 30 anos do crime, apenas em 2023 houve a primeira prisão relacionada ao caso. Transcrições do grande júri e um documentário da Netflix revelaram uma suposta conspiração mais ampla e complexa por trás do assassinato de Tupac, que vai além de uma simples retaliação por um desentendimento anterior.
Apesar dessas novas informações, a verdade ainda permanece elusiva. Muitos envolvidos já faleceram, enquanto outros são difíceis de identificar. No entanto, uma coisa é certa: há pessoas que participaram do assassinato de Tupac e, por 30 anos, não foram responsabilizadas por seus atos.
A ação busca justamente mudar esse cenário e obter reparação pelos danos causados pela morte injusta de Tupac, representando o espólio de Mutulu Shakur, padrasto e pai do rapper.
O processo menciona especificamente Keefe D, membro supostamente ligado à gangue South Side Compton Crips. Segundo a acusação, ele teria sido o único indivíduo criminalmente responsabilizado até agora pelo crime. Davis estaria no Cadillac branco ao lado do atirador que atingiu Tupac em 7 de setembro de 1996.
Quase três décadas depois, em 29 de setembro de 2023, um grande júri do Condado de Clark o indiciou por homicídio doloso em primeiro grau. Davis se declarou inocente e seu julgamento foi adiado para agosto de 2024.
Quanto aos outros possíveis envolvidos, o documento afirma que a investigação ainda não conseguiu confirmar os papéis específicos de cada indivíduo, o que impede que sejam nomeados na ação. No entanto, a família se compromete a atualizar a denúncia assim que as informações forem obtidas durante o processo judicial.