Acordos suspeitos e doações misteriosas
Em 2024, quatro grandes empresas — ABC, Paramount, Meta e X (antigo Twitter) — fecharam acordos milionários com Donald Trump após ele vencer a eleição presidencial. Os valores, que somam pelo menos US$ 63 milhões, foram apresentados como doações para a construção da biblioteca presidencial de Trump, um projeto que, segundo rumores, também funcionaria como hotel em Miami.
Os acordos foram criticados por especialistas como pagamentos de extorsão disfarçados. A ABC pagou US$ 15 milhões por suposta difamação, a Paramount US$ 16 milhões por edição fraudulenta de conteúdo, e as empresas Meta e X desembolsaram cerca de US$ 25 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente, por alegada censura a Trump.
Fundo dissolvido, dinheiro sumido
O Donald J. Trump Presidential Library Fund, criado para receber as doações, foi dissolvido pela Flórida em setembro de 2023 por não apresentar relatórios anuais obrigatórios. Desde então, senadores democratas, liderados por Elizabeth Warren, investigam o destino dos recursos.
Em resposta a questionamentos recentes, as empresas confirmaram ter feito as doações, mas nenhuma delas conseguiu explicar onde o dinheiro está ou para onde será destinado.
"Nenhuma dessas empresas consegue esclarecer com clareza onde estão os milhões doados para o fundo da biblioteca de Trump, nem para onde esse dinheiro irá." — Senadora Elizabeth Warren (D-MA)
Projeto megalomaníaco e críticas ao legado de Trump
O projeto da biblioteca, que Trump promete ser maior e mais grandioso que o de Barack Obama, inclui um arranha-céu com a palavra "TRUMP" em letras gigantes, telões com seus discursos e decoração exagerada inspirada em Mar-a-Lago. Obama, por sua vez, chamou a biblioteca do antecessor de "um prédio pouco atraente, atrasado e com estouro de orçamento".
Os senadores democratas classificaram a situação como "profundamente preocupante", especialmente diante das recentes denúncias de corrupção e enriquecimento pessoal durante o segundo mandato de Trump.
Próximos passos na investigação
- Senado exige transparência total sobre o paradeiro dos US$ 63 milhões;
- Investigação pode levar a novas acusações contra Trump e as empresas envolvidas;
- Projeto da biblioteca segue em andamento, mas sem fundos garantidos.