O talento inesperado que surpreendeu a MLB
Os Los Angeles Angels são frequentemente lembrados não pelos seus sucessos, mas pelas oportunidades desperdiçadas com estrelas como Mike Trout e Shohei Ohtani. A equipe, no entanto, tem um histórico problemático na descoberta e desenvolvimento de pitchers, um ponto fraco que se arrasta há décadas.
Entre as poucas exceções está José Soriano, um arremessador que, até recentemente, parecia ser mais uma promessa não cumprida no time. Descoberto em 2016, Soriano chegou às grandes ligas com um repertório impressionante, mas até pouco tempo atrás, era apenas mais um nome na longa lista de pitchers que passaram pelos Angels sem deixar marca.
O desempenho que mudou tudo
Até o final do mês passado, Soriano vinha sendo o melhor pitcher da MLB em 2024, com uma ERA de 0,24 e apenas um ponto cedido em 42 innings. Seu sucesso não era um acidente: foram sete partidas como titular, 163 rebatedores enfrentados e um controle impressionante.
Porém, tudo mudou na noite de terça-feira (27), quando o arremessador foi duramente atingido pelo Chicago White Sox. Em cinco innings, Soriano permitiu dois home runs e três corridas, o que elevou sua ERA para 0,84 e quadruplicou seu total de pontos cedidos na temporada, de um para quatro.
Antes dessa partida, Soriano era o grande destaque dos Angels. Agora, após a derrota, ele caiu para a 19ª posição entre os melhores pitchers da liga. Ainda assim, seu desempenho inicial foi suficiente para reacender esperanças em uma franquia que há anos busca um braço confiável na rotação.
A história dos Angels com pitchers
A dificuldade da equipe em desenvolver ou contratar pitchers de impacto é notória. Nos últimos anos, a franquia tentou várias estratégias, desde assinar agentes livres de médio nível até investir todo o draft de 2021 em arremessadores — uma medida sem precedentes no esporte. O último grande pitcher formado pela organização foi John Lackey, que passou menos da metade de sua carreira de 15 anos nos Angels, ou Chuck Finley, cujo último ano com o time foi em 1999.
Soriano, agora, representa uma exceção nesse cenário. Mesmo com a recente queda, seu início de temporada foi tão dominante que pode ser o suficiente para redefinir as expectativas em torno dos Angels. Afinal, em um time que há anos depende de Trout e Ohtani para carregar o time, um pitcher de alto nível pode ser a peça que faltava.
O que vem pela frente?
Resta saber se Soriano conseguirá se recuperar do revés contra o White Sox e manter a consistência que o tornou destaque na MLB. Para os Angels, a pressão é dupla: não só precisam de um pitcher confiável, mas também de um time que saiba aproveitar ao máximo esse talento.
Se Soriano conseguir se firmar, ele pode se tornar a prova de que, mesmo em uma organização com histórico de erros, há espaço para redenção — e para que um jogador se destaque além das expectativas.