A temporada de 2024 dos New York Mets tem sido uma das piores da MLB, e a escalada de Mark Vientos como titular na primeira base resume os problemas da franquia. O que começou como uma decisão estratégica no inverno — deixar Pete Alonso ir para outra equipe em troca de recursos financeiros — rapidamente se tornou um desafio logístico.

Para substituir o maior artilheiro da história do time, os Mets contrataram Jorge Polanco, um jogador acostumado a atuar como segunda base e designado por batedor, não como primeira base. Com 33 anos e histórico de lesões frequentes, Polanco nunca havia jogado na posição. Além disso, Brett Baty, promessa da equipe, também foi realocado para a defesa, mesmo sem experiência consolidada no posto.

Vientos, que não seria titular em times de elite, acabou assumindo a posição por default. A situação se agravou com as lesões de Polanco, que foi colocado na lista de lesionados em abril com uma combinação de tendinite no tornozelo e bursite no calcanhar — um problema que já afetou outros jogadores dos Mets no passado. Mesmo após ser liberado para atividades leves, o atleta ainda não está apto para jogar.

“Precisamos que ele esteja assintomático com o tornozelo e a bursite. Ainda não chegamos lá.”, declarou David Stearns, presidente de operações de beisebol da equipe, na terça-feira.

Com o time em último lugar na divisão e com o segundo pior aproveitamento da liga, a situação forçou mudanças inesperadas no lineup. Bo Bichette, contratado para atuar em nova posição, retornou à terceira base, enquanto Francisco Lindor segue em recuperação de uma lesão não especificada na parte inferior do corpo.

Enquanto isso, Vientos, que não é um batedor de elite, segue como a principal opção ofensiva da equipe, mas sem a consistência necessária para reverter o mau momento do time.

Fonte: Defector