Documentos revelam esquema de fixação de preços pela Amazon

A Procuradoria-Geral da Califórnia, liderada por Rob Bonta, divulgou na segunda-feira documentos que alegam práticas de fixação de preços pela Amazon. Os arquivos, apresentados ao Supremo Tribunal em fevereiro, detalham como a empresa teria manipulado o mercado para elevar os preços de varejistas concorrentes, especialmente antes do Prime Day.

Estratégias denunciadas incluem controle de estoque e parcerias com fornecedores

Segundo a acusação, a Amazon teria agido em conluio com fornecedores para:

  • Garantir que produtos com descontos em outras lojas ficassem indisponíveis durante promoções;
  • Coibir que varejistas oferecessem preços mais baixos em seus sites;
  • Artificialmente inflacionar os preços de itens populares antes de eventos como o Prime Day.

Pedido de liminar busca interromper práticas da Amazon

Em fevereiro, o estado da Califórnia entrou com um pedido de liminar preliminar no Supremo Tribunal para suspender as ações da Amazon enquanto a ação judicial, iniciada em 2022, prossegue. Os documentos, agora disponibilizados quase na íntegra, reforçam as alegações de que a empresa teria prejudicado a concorrência e os consumidores.

"Esses documentos mostram como a Amazon usou seu poder de mercado para distorcer a concorrência e prejudicar os consumidores, forçando-os a pagar mais por produtos essenciais."

— Rob Bonta, Procurador-Geral da Califórnia

Impacto nos consumidores e no mercado

A prática, segundo a acusação, teria afetado diretamente os preços pagos pelos consumidores, que deixaram de se beneficiar de concorrência saudável. A Amazon, maior varejista online do mundo, nega as acusações, mas os documentos apresentados pela Justiça sugerem um padrão de comportamento anticompetitivo.

A decisão do Supremo Tribunal sobre a liminar será crucial para definir se as práticas da Amazon serão interrompidas enquanto o caso avança nos tribunais.