A equipe do Buffalo Sabres foi uma das melhores em jogos fora de casa nesta temporada da NHL. Apenas o Colorado Avalanche venceu mais partidas na estrada, e na primeira rodada dos playoffs, os Sabres varreram o Boston Bruins com três vitórias consecutivas e um placar agregado de 13-3. No entanto, Montreal se mostrou um desafio completamente diferente para os visitantes.

Segundo a transmissão televisiva, cerca de 40 mil pessoas se reuniram nas proximidades do Bell Centre na noite de domingo. Metade desse público lotou o maior ginásio da liga — e, na experiência do repórter, também o mais barulhento. A outra metade se espremia na enorme praça externa, que precisou instalar uma terceira tela gigante para comportar todos os torcedores.

Quebec pode não ser o centro do universo do hóquei na minha vida, mas é difícil não se encantar com a paixão dos franco-canadenses pelo esporte. Desde Maurice Richard até Marie-Philip Poulin, a história do hóquei está profundamente ligada a essa região, e o orgulho por esse legado alimenta uma devoção inabalável às equipes locais.

A pressão sobre os jogadores é enorme, e no início de suas carreiras, havia dúvidas se Cole Caufield e Nick Suzuki conseguiriam suportar o peso das expectativas da torcida. Hoje, com Suzuki como capitão e Caufield como artilheiro de 50 gols, eles lideram uma nova era do Canadiens, repleta de jovens talentos que já encantam os fãs. Jogadores como Juraj Slafkovsky, Lane Hutson e Ivan Demidov parecem saídos de um drama adolescente gravado em Vancouver, mas em Montreal, eles já são heróis do hóquei.

Todos os seis gols marcados pelo Canadiens na vitória por 6-2 foram de jogadores com 25 anos ou menos. Combinado ao volume ensurdecedor da torcida, a força do ataque jovem da equipe criou um cenário que abalou os Sabres.

Fonte: Defector