A Nissan, montadora japonesa, surpreendeu o mercado ao reverter sua previsão de prejuízo para o ano fiscal de 2025. A empresa ajustou suas expectativas de um prejuízo operacional de US$ 377 milhões para um lucro ajustado de US$ 314 milhões. A virada foi possível graças a uma combinação de corte de custos, regulamentações favoráveis nos Estados Unidos e taxa de câmbio positiva.

O ano fiscal da Nissan encerra em 31 de março de 2026, e os resultados completos serão divulgados em 13 de maio. A receita anual projetada também foi revisada para cima, passando de US$ 74,7 bilhões para US$ 75,3 bilhões. Embora a empresa ainda registre prejuízo líquido no período, a previsão foi reduzida de US$ 4,1 bilhões para US$ 3,45 bilhões, conforme relatado pela Automotive News.

Além disso, a Nissan espera que seu fluxo de caixa livre automotivo seja positivo no segundo semestre, conforme planejado. O caixa líquido automotivo deve superar US$ 6,3 bilhões até o final do ano, indicando uma posição financeira robusta.

"A melhora nos resultados reflete principalmente o impacto positivo de mudanças nas regulamentações de emissões nos EUA, além da redução contínua de custos e efeitos favoráveis da variação cambial."
— Comunicado oficial da Nissan

A montadora também destacou que suas vendas globais caíram 4,2% no ano fiscal, em comparação com o período anterior. O maior declínio ocorreu no Japão, com queda de 13,5%. No entanto, as vendas fora do Japão recuaram apenas 2,7%, com destaque para o México, onde houve crescimento de 6,8%. Outros mercados positivos incluíram Canadá e China.

A Nissan está no início de um plano de recuperação de três anos, liderado pelo novo CEO Ivan Espinosa. Batizado de "Re: Nissan", o plano prevê o uso de IA para reestruturar sua linha global de veículos, que será reduzida de 56 para 45 modelos. A empresa também planeja eliminar os modelos de baixo desempenho em curto prazo.

A estratégia de recuperação da Nissan se baseia em quatro categorias de modelos: Heartbeat, Core, Growth e Partner. A IA será fundamental para otimizar a produção e a distribuição, alinhando-se à nova abordagem de portfólio da empresa.