Pentágono classifica Bitcoin como ativo de segurança nacional
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou perante o Comitê de Serviços Armados da Câmara que projetos envolvendo Bitcoin dentro do Pentágono são "classificados e estão em andamento". Segundo ele, a criptomoeda representa uma ferramenta estratégica para o poder americano em cenários globais.
Hegseth, que já declarou ser entusiasta de criptoativos, afirmou:
"Muitas das iniciativas que estamos desenvolvendo, seja para viabilizar ou neutralizar o Bitcoin, são esforços sigilosos dentro do departamento, que nos conferem vantagem em diversos cenários."
Bitcoin no centro da estratégia geopolítica
A declaração ocorre em um momento em que Rússia e China intensificam o uso de criptomoedas para contornar sanções internacionais e realizar transações energéticas, reduzindo a dependência do dólar. A postura dos EUA sinaliza que o Bitcoin agora integra discussões sobre o equilíbrio de poder global.
Apesar do reconhecimento estratégico, o preço do Bitcoin permanece estável, cerca de 40% abaixo de seu pico histórico de US$ 126 mil em outubro de 2024. Enquanto outros ativos, como o S&P 500, atingem recordes, a criptomoeda não acompanha o otimismo do mercado.
Militar dos EUA monitora Bitcoin operacionalmente
Na semana passada, o almirante Samuel Paparo Jr., chefe do Comando Indo-Pacífico dos EUA, confirmou que as Forças Armadas operam um node de Bitcoin em tempo real, utilizando a rede para monitoramento, e não mineração.
Representante republicano do Texas, Lance Gooden, afirmou:
"O Bitcoin deixou de ser um ativo marginal e se tornou uma questão de segurança nacional."
Gooden citou casos como o Irã exigindo Bitcoin para acesso a rotas de transporte, atividades de ransomware ligadas à Coreia do Norte e estratégias de acumulação da China para reforçar seu argumento.
EUA criam reserva estratégica de Bitcoin
Em 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva estabelecendo uma reserva estratégica de Bitcoin nos EUA, composta por cerca de 200 mil moedas apreendidas em processos judiciais.
Hegseth posicionou o Bitcoin como contraponto ao modelo de controle digital chinês, destacando a importância de os EUA manterem a liderança tecnológica.
Contexto geopolítico acirra disputa por criptoativos
- Rússia: Responsável por 16% da mineração global de Bitcoin, segundo análise do Financial Times em fevereiro de 2025, a Rússia usa a criptomoeda para contornar sanções ocidentais.
- China: Apesar da proibição doméstica desde 2021, o país ainda representa quase 12% da mineração global por meio de operações offshore e subterrâneas. Pequim explora ativos digitais para transações energéticas e redução da influência do dólar.
Cenário atual do mercado de criptomoedas
O Bitcoin registrou alta de 1,8% nas últimas 24 horas, cotado a US$ 77.413. O Ethereum subiu 1,2% nas últimas horas, atingindo US$ 2.285.
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