O senador Lindsey Graham (R-S.C.) apresentou uma proposta controversa ao Congresso: destinar US$ 400 milhões em recursos públicos para a construção de um novo salão de baile na Casa Branca. A iniciativa contraria a promessa anterior de que o projeto seria financiado exclusivamente com recursos privados, sem onerar os contribuintes.
A justificativa apresentada por Graham é a segurança do presidente dos Estados Unidos. Em seu discurso, ele afirmou:
"A América tem um problema, e nós pretendemos resolvê-lo. Não se trata do Trump, mas da presidência dos Estados Unidos. Trata-se de garantir que a pessoa que ocupa o cargo não corra riscos ao sair do campus da Casa Branca."
A proposta ganhou força após uma tentativa de assassinato durante o Jantar de Correspondentes da Casa Branca, no sábado. O evento, tradicionalmente realizado no Washington Hilton, teve a entrada do suspeito, Cole Tomas Allen, impedida por medidas de segurança. Conservadores agora defendem que futuros jantares sejam realizados na Casa Branca, onde a segurança poderia ser ainda mais rigorosa.
Embora reformas na Casa Branca não sejam inéditas — como a ampla restauração liderada pelo presidente Harry Truman entre 1949 e 1952 —, a ideia de gastar milhões em um projeto de vaidade gera polêmica. Especialmente quando há alegações de que doadores privados já teriam se disposto a arcar com os custos.
O projeto, patrocinado também pelos senadores Katie Britt (R-Ala.) e Eric Schmitt (R-Mo.), levanta questionamentos sobre prioridades orçamentárias. Afinal, mesmo com recursos disponíveis, os legisladores optariam por gastar dinheiro público em vez de aceitar doações privadas.