Três secretárias demitidas em sete semanas
O governo de Donald Trump registrou a saída de três secretárias em pouco mais de um mês e meio. A mais recente foi Lori Chavez-DeRemer, do Trabalho, que anunciou sua saída na segunda-feira. Antes dela, Kristi Noem deixou o Departamento de Segurança Interna em 24 de março, e Pam Bondi abandonou o Departamento de Justiça em 2 de abril.
Segundo o porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, a saída de Chavez-DeRemer foi comunicada sem que ela tivesse a oportunidade de anunciar pessoalmente sua demissão. Nenhuma das dispensas, entretanto, foi lamentada por quem valoriza competência, integridade e honestidade no governo.
Padrão ou coincidência?
O analista político William Kristol destacou um possível padrão nas demissões. Inspirado na frase do vilão Goldfinger, em 007 Contra Goldfinger, ele sugeriu que, após três dispensas femininas, o caso merece atenção:
“Uma vez é acaso. Duas, coincidência. Três, ação deliberada.”
Enquanto secretárias são dispensadas, outros membros do governo permanecem no cargo, independentemente de seu desempenho. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, por exemplo, segue no Pentágono, apesar de críticas ao seu trabalho. O mesmo ocorre com Howard Lutnick, do Comércio, e Robert F. Kennedy Jr., da Saúde, que continuam em seus postos.
Homens no governo Trump escapam de demissões
Kristol questiona se há uma discriminação reversa nas dispensas. Enquanto mulheres são substituídas, homens como Hegseth, Lutnick e Kennedy mantêm seus cargos. Kash Patel, diretor do FBI, também permanece no governo, apesar de polêmicas.
O secretário de Energia, Chris Wright, recentemente afirmou que os preços da gasolina podem não cair abaixo de US$ 3 até 2025, mas não foi alvo de críticas ou demissões. A disparidade nas dispensas levanta dúvidas sobre os critérios do governo Trump.
O que esperar agora?
Com a saída de mais uma secretária, especialistas e observadores aguardam se Trump irá demitir outros membros do governo ou se manterá os homens em cargos-chave. A falta de transparência nas dispensas reforça a necessidade de fiscalização sobre as ações da administração.