A Blue Origin alcançou um marco importante ao reutilizar, pela primeira vez, o primeiro estágio do foguete New Glenn, pousando-o com sucesso em um navio de recuperação. O booster 'Never Tell Me the Odds' realizou sua segunda missão, após ser recuperado do lançamento anterior em novembro de 2025.

Entretanto, a missão comercial da empresa, que carregava um satélite de comunicações da AST SpaceMobile, enfrentou um revés. O lançamento transcorreu normalmente nos primeiros minutos, com a separação do primeiro estágio GS1 após três minutos e o pouso bem-sucedido 10 minutos depois, conforme divulgado pelo dono da Blue Origin, Jeff Bezos, em sua conta no X (antigo Twitter).

Horas mais tarde, a Blue Origin e a AST SpaceMobile confirmaram que o satélite não atingiu a órbita pretendida. A empresa declarou:

"Confirmamos a separação do payload. A AST SpaceMobile confirmou que o satélite foi ativado. O payload foi colocado em uma órbita não nominal. Estamos avaliando a situação e atualizaremos assim que tivermos mais informações detalhadas."

A AST SpaceMobile esclareceu, em comunicado oficial, que o satélite separou-se do veículo lançador e foi ativado, mas a altitude atingida (95 milhas) era insuficiente para operações sustentáveis com sua tecnologia de propulsão a bordo. O satélite será desorbitado, e o custo será coberto pelo seguro da empresa.

A missão previa que o estágio superior posicionasse o satélite em uma órbita de 285 milhas, após duas queimas de propulsão. Em seguida, o satélite desdobraria uma antena de 2.400 pés quadrados e se conectaria a outros seis satélites para testar a rede direta para celular de alta velocidade da AST. Os dados de telemetria, no entanto, mostraram que o satélite atingiu apenas 95 milhas, altitude insuficiente para operação.

Primeiro estágio reutilizável: um avanço

Apesar do fracasso no lançamento do satélite, a Blue Origin comemora o pouso bem-sucedido do primeiro estágio, realizado em apenas sua terceira missão com o New Glenn (NG-3). Para comparação, a SpaceX levou 32 voos para reutilizar com sucesso um booster orbital pela primeira vez.

A empresa agora precisa resolver o problema no estágio superior, já que sua próxima missão, prevista para breve, levará os primeiros satélites Amazon Leo (antigo Projeto Kuiper) da constelação de banda larga da Amazon. O plano é lançar 48 satélites, expandindo a rival do Starlink, que atualmente conta com 241 satélites em órbita.

Fonte: Engadget