Forças americanas apreenderam um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã após a embarcação tentar burlar um bloqueio naval dos EUA, anunciou o presidente Donald Trump no domingo (14).

Segundo Trump, foi a primeira vez que um navio foi apreendido e alvejado desde a implementação do bloqueio, que entrou em vigor na semana passada como resposta às ações do Irã no Estreito de Ormuz, estratégico para o transporte de petróleo global.

Detalhes da operação

Fuzileiros navais dos EUA desativaram e apreenderam o navio, batizado de Touska, enquanto autoridades americanas e iranianas se preparavam para negociações em Islamabad, no Paquistão, antes do fim do cessar-fogo.

Em publicação no Truth Social, Trump afirmou que o contratorpedeiro USS Spruance emitiu avisos para que o navio parasse, mas a tripulação iraniana não atendeu. Em resposta, a Marinha americana alvejou a sala de máquinas do Touska, segundo comunicado do Comando Central dos EUA.

"O USS Spruance deu aviso justo para parar. A tripulação iraniana se recusou a obedecer, então nossa Marinha os deteve no ato, perfurando um buraco na sala de máquinas."
— Donald Trump, em publicação no Truth Social

O incidente provocou um aumento nos preços do petróleo no domingo à noite, refletindo a escalada das tensões entre os dois países.

Reações do Irã

O Ministério da Defesa do Irã acusou os EUA de violar o acordo de cessar-fogo e classificou a ação como "pirataria marítima". Em comunicado à imprensa estatal, o governo iraniano prometeu uma "resposta imediata" ao episódio.

Em outra publicação no Truth Social, Trump havia ameaçado que, caso o Irã não aceitasse um acordo, os EUA destruiriam "todas as usinas e pontes" do país. "Acabou a era do 'Sr. Legal'", declarou.

Contexto e impactos

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo global, tornou-se um ponto crítico de tensão desde o início do conflito em 28 de fevereiro. O bloqueio naval americano visa conter as ações iranianas na região, que incluem a interrupção do tráfego marítimo.

Analistas destacam que o incidente pode agravar a crise energética global, com reflexos nos preços dos combustíveis em diversos países.

Fonte: Axios