Honda abandona o mercado automotivo da Coreia do Sul

A Honda comunicou oficialmente sua decisão de encerrar as vendas de automóveis na Coreia do Sul até o final de 2025. A medida foi tomada após mais de duas décadas de operação no país, onde a marca enfrentou baixas vendas nos últimos anos.

Segundo dados da Korea Automobile Importers Distributors Association, a Honda vendeu apenas 84 veículos no último mês registrado, número inferior ao de marcas como Tesla, BMW e Mercedes-Benz, que lideram o mercado de importados no país.

Baixo desempenho e decisão estratégica

Em 2024, a Honda comercializou menos de 2 mil unidades na Coreia do Sul, um volume insignificante comparado a outros mercados. Por exemplo, nos Estados Unidos, a marca vendeu 13.612 unidades do modelo Accord apenas em março deste ano.

A empresa justificou a saída como uma decisão estratégica para concentrar recursos e fortalecer sua competitividade a médio e longo prazo. A Honda também citou mudanças no ambiente global e local do setor automotivo como fatores determinantes para a medida.

Suporte aos clientes e foco em motocicletas

Apesar do encerramento das vendas de carros, a Honda assegura que manterá o suporte pós-venda aos proprietários atuais. Isso inclui fornecimento de peças, manutenção, assistência técnica e cobertura de garantia pelos próximos anos.

Já a linha de motocicletas da marca continuará disponível no mercado sul-coreano, mantendo a presença da Honda no país por meio desse segmento.

Contexto do mercado automotivo na Coreia do Sul

O mercado de veículos importados na Coreia do Sul é dominado por marcas premium e elétricas. Em março de 2025, a Tesla liderou com 11.130 unidades vendidas, seguida pela BMW (6.785) e Mercedes-Benz (5.419). A Honda, com apenas 84 registros, ficou atrás de marcas como Cadillac, Peugeot e Ford.

Outras montadoras estrangeiras também enfrentam desafios no país. A Chevrolet, por exemplo, não registrou vendas no último mês analisado, enquanto a Jeep e a GMC tiveram volumes mínimos. A decisão da Honda reflete a dificuldade de algumas marcas em se estabelecerem em um mercado altamente competitivo e dominado por fabricantes locais e asiáticos.

Impacto e perspectivas

A saída da Honda pode ser vista como um reflexo das barreiras comerciais e preferências dos consumidores sul-coreanos, que tendem a priorizar veículos elétricos e marcas com forte presença local. A estratégia da empresa de focar em mercados mais rentáveis alinha-se a um movimento global de realocação de recursos.

Para os cerca de 84 proprietários de Hondas na Coreia do Sul, a notícia pode gerar preocupação, mas a garantia de suporte alivia parte dos impactos. Enquanto isso, a Honda segue investindo em inovação e expansão em outros mercados, como América do Norte e Europa.