Um dos maiores questionamentos sobre a fusão entre a ESPN e o NFL Network (agora chamada de ESPNFL) acaba de ser respondido. O analista Ian Rapoport, cuja contratação pelo canal da NFL estava prestes a expirar, está prestes a fechar um acordo de quatro anos com a ESPN, segundo informações do repórter Ryan Glasspiegel, do Front Office Sports.

A ESPN adquiriu recentemente diversos ativos do NFL Media, incluindo o NFL Network, em troca de 10% de participação na emissora. Com isso, todos os funcionários do canal foram herdados pela ESPN, mas sujeitos aos contratos vigentes. Ao término desses contratos, eles passaram a negociar diretamente com a ESPN — e Rapoport foi o primeiro a fechar um novo acordo.

A renovação transforma Rapoport e Adam Schefter, antes rivais, em colegas de trabalho. Anteriormente, havia especulações de que Rapoport poderia substituir Schefter em algum momento, mas fontes próximas ao assunto negam essa possibilidade. Schefter, inclusive, já afirmou que não tem intenções de deixar a ESPN.

A integração entre as equipes da ESPN e do NFL Network ainda está em discussão. Se o canal continuar operando de forma independente, com seus próprios programas originais, Rapoport poderá permanecer no NFL Network. No entanto, se houver fusão de programas, como os shows de pré-jogo de domingo, a dinâmica pode mudar completamente.

Historicamente, tanto a ESPN quanto o NFL Network mantiveram suas próprias coberturas de draft e programas matinais de domingo, o que funcionou bem até agora. A decisão de manter Rapoport, que desempenha função semelhante à de Schefter, sugere que a ESPN não deve priorizar a redução de custos — pelo menos nos próximos quatro anos.