O Infiniti está apostando alto para reconquistar a atenção do público, e parte dessa estratégia inclui sedãs esportivos com tração traseira e câmbio manual, além de utilitários de luxo com estrutura body-on-frame. Antes de apresentar os modelos mais empolgantes, no entanto, a marca precisa agradar ao público em geral. É aí que entra o QX65, um crossover de cinco lugares que busca transformar o apelo versátil do QX60 em um visual mais esguio e sofisticado, com altura elevada e linhas elegantes. O resultado é bonito, mas parece mais um exercício de estilo do que de performance — e talvez seja exatamente essa a intenção.
Detalhes técnicos e preços
O QX65 deve chegar às concessionárias no início do verão nos EUA, com preço inicial de US$ 55.535. Assim como o Murano, compartilha a mesma plataforma e motor 2.0 VC-Turbo de quatro cilindros, mas com uma configuração diferente: entrega 268 cavalos de potência e 286 lb-ft de torque, enviados para todas as rodas. Em vez de um câmbio CVT, o modelo utiliza uma transmissão automática de 9 velocidades, ajustada para oferecer uma resposta mais ágil e um "padrão de trocas esportivas".
A versão básica, chamada Luxe, já vem com itens de série como teto solar, tecnologia de assistência ao motorista ProPilot e dois displays de 12,3 polegadas para painel e infotainment. Subindo para a versão Sport, com acréscimo de apenas US$ 1.700, o comprador ganha bancos dianteiros ventilados, um sistema de som Klipsch de 16 alto-falantes e um monitor de visão 360°. A Infiniti espera que essa seja a versão mais procurada, e, com esse aumento de preço modesto, não é difícil entender por quê.
A versão topo de linha, Autograph, começa em US$ 64.135 e traz rodas de 21 polegadas, couro semi-anilina, bancos com massagem, um sistema de áudio ainda melhor (incluindo alto-falantes nos encostos de cabeça dianteiros), display heads-up e uma exclusiva cor de interior em tom bordô — que, aliás, seria um desperdício restringir apenas a esse nível, pois realça toda a cabine. É esse o modelo avaliado nesta matéria.
Design: elegância sem originalidade
Em termos de design, o QX65 não comete erros, mas também não se destaca. A Infiniti afirma ter buscado inspiração no FX45 — o primeiro crossover de luxo do segmento — mas a semelhança não é óbvia. O modelo antigo tinha capô longo e carroceria baixa e larga, atributos que chamavam atenção. Já o QX65 segue a tendência atual de SUVs altos com teto tipo coupé, usando recursos como teto e soleiras pretas para afinar a silhueta, prática comum no segmento.
Um ponto positivo é a tinta Sunfire Red, que contém flocos dourados em sua composição e fica deslumbrante quando a luz solar incide sobre ela.
Interior: tecnologia e conforto
Assim como o Murano, avaliado recentemente por nosso colega Caleb, o QX65 não oferece muitos controles físicos para ajustar o clima, mas conta com uma fileira de teclas grandes e sensíveis ao toque, bem identificadas. Embora botões reais fossem preferíveis, pelo menos o motorista não precisa vasculhar a tela sensível ao toque para regular a velocidade do ventilador.
O que esperar do QX65?
- Até US$ 55.535: Versão Luxe com teto solar, ProPilot e displays digitais;
- US$ 57.235: Versão Sport com bancos ventilados, som premium e câmera 360°;
- US$ 64.135: Versão Autograph com rodas de 21", couro premium, bancos com massagem e áudio superior.
O QX65 chega como um concorrente no segmento de SUVs de luxo, apostando em design atraente e tecnologia avançada. No entanto, sua performance ainda precisa ser comprovada, e o foco em estilo pode não ser suficiente para os consumidores mais exigentes. Resta saber se a Infiniti conseguirá equilibrar apelo visual e dirigibilidade para conquistar seu público-alvo.