Johnson busca unidade em meio a conflitos internos
O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson (R-La.), fará sua primeira aparição em 2024 no almoço semanal dos senadores republicanos nesta terça-feira (14). O objetivo é amenizar as tensões crescentes entre as duas casas legislativas, que controlam o Congresso e a Casa Branca, mas enfrentam divergências em praticamente todas as pautas prioritárias.
Disputas recentes
As divergências incluem desde o financiamento da ICE e da Patrulha de Fronteiras até a Lei SAVE e a extensão do FISA. Johnson deve enfatizar a necessidade de diálogo aberto para viabilizar futuros pacotes de reconciliação.
Visões opostas entre as casas
Os conservadores da Câmara veem o Senado como o principal obstáculo, enquanto os senadores republicanos criticam o que consideram demandas irrealistas da Câmara. Essa dinâmica já resultou em diversos impasses, como declarou a deputada Lauren Boebert (R-Colo.):
"Eu odeio o Senado. Tem dois e meio senadores bons."
Conflitos recentes
A Câmara aprovou recentemente a legislação de financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS) do Senado, que Johnson havia chamado de "piada". A estratégia de dois trilhos do Senado, que adiou o financiamento adicional para a ICE e a Patrulha de Fronteiras, aumentou a desconfiança entre os republicanos da Câmara.
Próximos desafios
Os republicanos enfrentam um prazo apertado para aprovar um segundo pacote de reconciliação com recursos para fronteiras até 1º de junho, conforme exigido pelo ex-presidente Donald Trump. Na semana passada, o Senado incluiu US$ 1 bilhão em segurança para o resort de Trump, mas a medida enfrenta resistência de moderados.
Outro ponto crítico é a extensão do FISA Seção 702, que permite vigilância sem mandado. O Congresso já aprovou duas extensões temporárias sem resolver disputas, como a exigência de mandados e a proibição de moedas digitais pelo Federal Reserve.
A Lei SAVE, projeto de lei eleitoral republicano, também é motivo de atrito. Os deputados acusam os senadores de bloquear a pauta ao se recusarem a eliminar o filibuster para avançá-la.