O Dr. Brian Christine, nomeado para liderar a resposta pública dos Estados Unidos ao hantavírus, tem um histórico incomum para um alto funcionário de saúde pública. Antes de sua nomeação, ele atuava como urologista no Alabama, especializado em implantes penianos, segundo reportagem da CNN publicada na sexta-feira (14).

Christine atualmente ocupa o cargo de secretário assistente de Saúde no Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, sendo um dos principais responsáveis pela política de doenças infecciosas do país. Nesta semana, ele afirmou a repórteres em Nebraska que a resposta da agência a um surto perigoso seria "baseada na ciência" e "transparente".

No entanto, seu currículo diverge significativamente do perfil típico de um autoridade sanitária americana. Embora tenha experiência em saúde pública — incluindo o posto de almirante de quatro estrelas no Corpo Comissionado do Serviço de Saúde Pública dos EUA —, Christine também promoveu crenças extremistas de direita e disseminou teorias conspiratórias sobre bem-estar.

Durante a pandemia, ele criticou medidas sanitárias como o uso de máscaras e vacinas, chegando a sugerir que a Covid-19 fazia parte de um plano governamental para controlar a população. Em audiências no Senado, evitou responder se recomendaria a vacina contra a Covid-19 aos seus pacientes.

Além disso, aos 62 anos, o almirante apresentava um programa no YouTube intitulado "Erection Connection", voltado a outros urologistas para discutir disfunção erétil.

Atualmente, mais de 40 pessoas nos EUA estão sendo monitoradas após um surto de hantavírus em um navio de cruzeiro com destino a Roterdã, ocorrido no mês passado. Segundo o CDC, não há casos confirmados no país até o momento, e o risco à população geral permanece baixo. Nove casos foram identificados em conexão com o navio.

Um casal holandês, identificado pela OMS como os primeiros passageiros infectados, teria contraído o vírus enquanto fazia birdwatching em um aterro sanitário na Argentina. Ambos morreram em decorrência da doença.