A absolvição do wide receiver Stefon Diggs, ex-jogador do Buffalo Bills, em um caso criminal envolvendo acusações de estrangulamento e agressão, encerrou o processo judicial contra ele na terça-feira (16). No entanto, a investigação da NFL sobre o episódio continua em andamento.
Segundo comunicado da liga, "estamos monitorando todos os desdobramentos do caso, que permanece sob análise da Política de Conduta Pessoal da NFL".
A NFL adota um padrão de prova diferente do sistema judiciário. Enquanto os tribunais exigem a comprovação de culpa além de qualquer dúvida razoável, a liga avalia alegações de violência doméstica ou condutas inadequadas com base em critérios próprios.
O veredicto de terça-feira indica apenas que a promotoria não conseguiu provar as acusações contra Diggs. Apesar de possíveis inconsistências no depoimento da suposta vítima, Mila Adams, sua versão sobre o suposto incidente permaneceu clara e sem contestação durante o julgamento.
A NFL ainda tem a possibilidade de entrevistar Adams, caso ela decida cooperar. A liga poderia então formar sua própria conclusão sobre a veracidade dos fatos, mesmo diante das contradições apresentadas durante o interrogatório cruzado.
Além disso, Diggs exerceu seu direito constitucional de não depor no processo criminal. Contudo, esse direito não se aplica à investigação da NFL, que pode exigir seu depoimento a qualquer momento.
A absolvição não encerra automaticamente a apuração da liga. Historicamente, a NFL já suspendeu jogadores mesmo sem condenação criminal. Em 2022, por exemplo, Deshaun Watson, então quarterback do Cleveland Browns, foi suspenso por 10 jogos pela NFL, embora não tenha sido indiciado por um grande júri no Texas.
O sistema de justiça interno da NFL, que não possui poder de intimação, enfrenta críticas por suas limitações. No entanto, a Quinta Emenda, que protege contra a autoincriminação, não se aplica às investigações da liga. Enquanto o júri não ouviu a versão de Diggs, a NFL pode ouvi-lo a qualquer momento durante seu processo.