O ex-presidente Donald Trump foi alvo de uma ação judicial movida por duas organizações de fiscalização: o Citizens for Responsibility and Ethics in Washington e a Freedom of the Press Foundation.

O processo, protocolado na sexta-feira (12), questiona um memorando interno da Casa Branca que autoriza a exclusão de mensagens de texto entre funcionários públicos, mesmo em contrariedade à legislação federal.

Segundo a Freedom of the Press Foundation, as mensagens de texto registram o cotidiano da administração mais poderosa do mundo e definem o que será preservado da história americana. "Essas mensagens capturam o dia a dia do cargo mais poderoso do país — e, possivelmente, do mundo", declarou Lauren Harper, diretora de pesquisa da organização, ao The New York Times.

O memorando, citado na ação judicial, estabelece que mensagens de texto só precisam ser preservadas se forem "o único registro de uma decisão oficial". Além disso, o documento flexibiliza regras sobre e-mails pessoais e manutenção de registros em geral.

Essa não é a primeira vez que a administração Trump é alvo de críticas por descumprimento de normas de arquivamento. O ex-presidente já foi flagrado destruindo documentos importantes e foi indiciado por transportar arquivos classificados para sua residência na Flórida após a derrota nas eleições de 2020.

No início do mês, o Departamento de Justiça argumentou que o Ato de Registros Presidenciais (Presidential Records Act), criado após o escândalo Watergate, seria inconstitucional. Um dia depois, a Casa Branca divulgou o memorando contestado na ação judicial.