O Pentágono anunciou, nesta quarta-feira (14), a saída imediata de John Phelan do cargo de secretário da Marinha dos EUA. A decisão pegou muitos de surpresa e reforça a crescente onda de mudanças no alto escalão militar durante o segundo mandato do presidente Donald Trump.

A informação foi divulgada pelo porta-voz-chefe do Pentágono, Sean Parnell, em uma publicação na plataforma X (antigo Twitter). Phelan será substituído interinamente por Hung Cao, atual subsecretário da Marinha.

Contexto e reações

Fontes próximas ao caso revelaram à Axios que Phelan não teria compreendido corretamente sua função no governo. Segundo elas, "Phelan não entendia que não era o chefe. Seu trabalho é seguir as ordens recebidas, não as que ele acha que deveriam ser dadas".

"Ele não se dava bem com o secretário de Defesa, Pete Hegseth", afirmou outra fonte.

Apesar da tensão com Hegseth, Phelan mantinha uma boa relação com o presidente Trump, segundo outra pessoa ouvida pela reportagem.

Atuação recente e demissão

Na terça-feira (13), Phelan participou de uma coletiva com cerca de uma dezena de jornalistas para discutir o futuro da Marinha, incluindo projetos como a Golden Fleet e investimentos em contratorpedeiros e fragatas.

Phelan, um executivo financeiro de longa data, foi confirmado pelo Senado há cerca de um ano. Sua saída ocorre em um momento de intensas mudanças no comando militar, após recentes demissões de generais de alta patente ordenadas por Hegseth.

Impacto das mudanças no alto escalão

As recentes dispensas de oficiais generais pelo secretário de Defesa têm gerado polêmica. Em entrevista à Axios, um oficial afirmou: "É insano".

A saída de Phelan se soma a uma série de mudanças no comando militar durante o segundo mandato de Trump, refletindo possíveis ajustes estratégicos ou divergências internas.

Fonte: Axios