O senador republicano Ted Cruz, do Texas, criticou duramente a Comissão Federal de Comunicações (FCC) por sua decisão de exigir uma revisão antecipada das licenças de transmissão da Disney, detentora da ABC, onde o apresentador Jimmy Kimmel trabalha. A medida ocorreu após uma piada feita por Kimmel durante o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca na semana passada.
Kimmel comentou que Melania Trump "brilharia como uma viúva grávida" durante o evento. Dias depois, um homem armado tentou invadir o local, mas foi detido pelo Serviço Secreto. A fala do apresentador gerou polêmica e, segundo Cruz, a FCC está atuando como uma "polícia da fala".
Em entrevista ao Punchbowl News nesta terça-feira, Cruz declarou:
"Não é função do governo censurar a fala, e não acredito que a FCC deva operar como a polícia da fala."
A FCC exigiu que oito estações da ABC renovassem suas licenças antecipadamente, sob a alegação de possível violação da proibição de "discriminação ilegal". A decisão levantou suspeitas sobre motivações políticas, já que a administração Trump, incluindo o ex-presidente e Melania Trump, haviam criticado Kimmel antes do pedido.
Cruz já havia defendido Kimmel e a ABC em setembro do ano passado, quando a FCC tentou punir emissoras que transmitiram o programa do apresentador por piadas sobre a administração Trump. Na ocasião, ele afirmou em seu podcast:
"Odeio o que Jimmy Kimmel disse, fiquei feliz quando ele foi demitido. Mas me digam: se o governo entrar no negócio de dizer 'não gostamos do que você, a mídia, disse; vamos te banir das ondas se não falarem o que queremos' — isso acabará mal para os conservadores."
Kimmel já havia sido suspenso por uma semana em 2023 por comentários semelhantes. Agora, a nova investida da FCC levanta dúvidas sobre o futuro de seu programa e de outros programas de entretenimento que possam ser alvo de pressões políticas.