Trump rejeita críticas e nega pressões por acordo com o Irã
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou suas críticas aos opositores da guerra contra o Irã em uma série de publicações no Truth Social. Nesta segunda-feira (21), ele afirmou não estar sob nenhuma pressão para fechar um acordo com Teerã, enquanto as negociações de paz permanecem paralisadas.
Negociações em impasse e prazos apertados
Às vésperas do término do cessar-fogo, Trump negou que Israel tenha influenciado os EUA a entrar na guerra. Em tom desafiador, declarou:
"O tempo não é meu adversário. O que importa é que, finalmente, após 47 anos, consertaremos a MESS que outros presidentes deixaram acontecer porque não tiveram coragem ou visão para agir como deveriam com relação ao Irã."
Declarações polêmicas sobre Israel e a mídia
Trump também usou as redes sociais para reforçar suas posições:
- Sobre Israel: "Israel nunca me convenceu a entrar na guerra contra o Irã. Os resultados de 7 de outubro reforçaram minha opinião vitalícia de que o IRÃ NUNCA PODERÁ TER UMA ARMA NUCLEAR."
- Sobre a mídia: "A mídia fake news anti-americana torce pelo Irã, mas isso não vai acontecer, porque EU estou no comando!"
Acordo nuclear: Trump promete pacto 'muito melhor' que o de Obama
O ex-presidente reiterou que o acordo que está sendo negociado será superior ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), assinado em 2015 pelo governo Obama. Segundo Trump, o JCPOA era uma "garantia de caminho para uma arma nuclear", algo que, segundo ele, não ocorrerá com o novo pacto.
Ele ainda desmentiu boatos de que estaria sob pressão para fechar o acordo:
"Li na mídia fake que estou sob 'pressão' para fechar um acordo. ISSO NÃO É VERDADE! Não estou sob nenhuma pressão, embora tudo aconteça de forma relativamente rápida."
Tensões elevam preços do petróleo
Enquanto as negociações avançam lentamente, as tensões entre Washington e Teerã continuam a impactar o mercado global. No domingo (20), forças americanas apreenderam um navio cargueiro iraniano no Golfo de Omã após ele tentar burlar o bloqueio naval dos EUA. Além disso, o Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz, rota crucial para o fornecimento global de petróleo.
Negociadores dos EUA e do Irã devem se reunir no Paquistão nos próximos dias para discutir os termos finais do cessar-fogo, que vence na terça-feira à noite.
Contexto: Desconfiança e incertezas no acordo com o Irã
Analistas destacam que a desconfiança mútua e a falta de transparência histórica entre as partes tornam as negociações ainda mais complexas. Trump, que já retirou os EUA do JCPOA em 2018, agora promete um acordo mais rigoroso, mas enfrenta resistência tanto interna quanto internacional.