O presidente Donald Trump rejeitou nesta quarta-feira (17) as acusações de que a reforma da sala de baile da Casa Branca tenha sofrido um estouro de custos. O valor do projeto saltou de US$ 400 milhões, inicialmente previstos em doações privadas, para US$ 1 bilhão, agora financiado por contribuintes americanos.

Em publicação no Truth Social, Trump argumentou que não houve estouro de custos, mas sim um ajuste necessário. Segundo ele, o projeto foi ampliado e melhorado após estudos detalhados, tornando-se "aproximadamente duas vezes maior e de qualidade muito superior" ao originalmente proposto. "Este era um projeto necessário, feito há muito tempo, mas a mídia tradicional não relatou essa mudança, tentando fazer parecer que houve estouro de custos", escreveu. "Na verdade, o projeto está adiantado e dentro do orçamento!"

O valor inicial estimado por Trump era de US$ 200 milhões, mas o custo subiu para US$ 300 milhões e depois para US$ 400 milhões após a adição de novas obras. Inicialmente, o projeto era financiado por doadores privados, muitos deles com contratos federais milionários. No entanto, nesta semana, o senador Chuck Grassley, presidente do Comitê Judiciário do Senado, solicitou US$ 1 bilhão para "ajustes e melhorias de segurança" relacionados à reforma.

Críticos apontam que Trump tenta desviar a atenção do novo valor, muito maior do que o inicialmente divulgado. Além disso, a defesa do presidente soa ainda mais frágil diante de uma investigação do Departamento de Justiça (DOJ) sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, relacionada ao custo de reformas em prédios da instituição. A ação foi vista como uma tentativa de pressionar Powell a manter a independência do Fed frente à Casa Branca.

Em março, o juiz James Boasberg rejeitou pedidos de intimação no caso criminal contra Powell, alegando que o governo não apresentou "quase nenhuma evidência" para sustentar as acusações.