Um Mercedes-AMG One com motor derivado da Fórmula 1, pintado na exclusiva cor Reingrün (um tom vibrante de verde), será leiloado este mês após percorrer apenas 185 km. O que chamou atenção, no entanto, foi a primeira revisão técnica do carro, que custou ao proprietário €37.610 — o equivalente a cerca de R$ 230 mil na cotação atual.

Por que a revisão custou tão caro?

A manutenção, classificada como "Serviço A", incluiu 80 horas de mão de obra a €395 (R$ 2.400) por hora, totalizando €31.600 (R$ 190 mil) antes mesmo da troca de peças. Entre os itens substituídos, destacam-se:

  • Filtro de ar: €1.872,54 (R$ 11.300)
  • Filtro de óleo da transmissão: €2.300 (R$ 13.900)
  • Bujão de dreno: €150 (R$ 900)
  • Óleo do motor (10 unidades): €555,80 (R$ 3.350)

O valor médio por quilômetro rodado chega a R$ 1.240, um dos mais altos já registrados para um carro de produção.

O único AMG One na cor verde Reingrün

Dentre os 275 exemplares produzidos até o fim de 2023, este é o único com o acabamento em Reingrün, uma opção que custou €27.500 (R$ 166 mil) — valor superior ao de um Toyota Camry nos EUA. A pintura contrastava com os elementos em fibra de carbono exposta nas laterais, teto e difusor traseiro, além de rodas de magnésio pintadas em preto fosco e pinças de freio pretas brilhantes.

Um hipercarro com DNA da F1

O AMG One nasceu de um projeto ambicioso da Mercedes-AMG para adaptar um motor de Fórmula 1 para uso em estrada. Após anos de desenvolvimento, o resultado foi um carro capaz de bater recordes de volta no Nürburgring. No entanto, sua manutenção exige cuidados extremos, como demonstrado pela primeira revisão.

"O custo da manutenção reflete a complexidade de um motor híbrido derivado da F1, projetado para desempenho máximo, não para praticidade", afirmou um especialista em hipercarros.

Detalhes do exemplar em leilão

O carro, que será oferecido pela RM Sotheby’s, mantém a garantia estendida até fevereiro de 2028. Com quilometragem irrisória, a peça se destaca não apenas pela cor única, mas também pela raridade e pelo legado tecnológico que carrega.