Apex: Um thriller de sobrevivência sem originalidade

Filmes originais são raros, mas isso não é desculpa para um roteiro que não inova. Apex, novo lançamento da Netflix dirigido por Baltasar Kormákur, tenta misturar elementos de sobrevivência, romance e caçada humana, mas acaba soando como três ideias antigas grudadas sem coerência.

Charlize Theron, uma das melhores atrizes da atualidade, não consegue salvar a produção de um roteiro fraco e previsível. A história começa na Noruega, onde Sasha (Theron) e Tommy (Eric Bana) escalam montanhas como forma de diversão. A tensão inicial lembra outros filmes do gênero, mas logo perde força.

Da Noruega à Austrália: uma jornada sem propósito

Oito meses depois, Sasha viaja sozinha para a Austrália, onde decide enfrentar corredeiras em um local isolado e perigoso. O lugar é conhecido por desaparecimentos misteriosos e moradores hostis. A trama tenta criar suspense, mas a falta de desenvolvimento dos personagens torna tudo superficial.

O único personagem minimamente interessante é Ben (Taron Egerton), um caçador que decide transformar a caçada em um jogo mortal. Ele dá a Sasha uma vantagem ridícula — alguns minutos para fugir — antes de persegui-la com uma besta. A cena inicial já deixa claro que o filme não tem ambição.

Personagens rasos e vilão sem motivação

Ben oscila entre ser um psicopata carismático e um monstro sem razão, sem que o roteiro explique suas motivações. Egerton, geralmente um ator talentoso, não consegue sustentar um personagem tão mal escrito. Já Theron, mesmo em um papel limitado, entrega o que pode, mas não há profundidade na história.

O que poderia ser um thriller de sobrevivência emocionante acaba se tornando uma sequência de cenas desconexas, sem tensão real ou desenvolvimento de personagens. Apex é mais um exemplo de como ideias antigas, quando mal executadas, não conseguem prender a atenção do público.

"Apex não traz nada de novo, apenas reúne clichês de forma desorganizada. Mesmo com Charlize Theron no elenco, o resultado é decepcionante."

Fonte: The Wrap