Square Enix perde o toque com novo título mobile
Square Enix vinha acertando em seus lançamentos mobile, com títulos como Final Fantasy VII Ever Crisis e Dissidia Final Fantasy Opera Omnia oferecendo experiências mais equilibradas. Enquanto o primeiro permitia obtenção gratuita de personagens, o segundo apresentava missões temáticas e armas exclusivas em eventos. No entanto, a empresa decepciona com Dissidia Duellum Final Fantasy, um dos jogos gacha mais agressivos e mal estruturados dos últimos anos.
Enredo promissor, mas amarrado ao modelo de monetização
O jogo mantém a proposta da franquia: heróis de diferentes títulos da série se unem para combater o Caos e o mal. Nesta edição, os personagens são transportados para a Tóquio moderna, onde enfrentam monstros que ameaçam a vitalidade dos civis. Cenas como a de Cloud Strife testemunhando Sephiroth invocar um Behemoth reforçam o apelo da narrativa.
No entanto, a história está diretamente vinculada a um pass season e ao modo multijogador competitivo. Para desbloquear episódios e diálogos no estilo LINE, o jogador precisa participar de batalhas ranqueadas. Embora a ideia de diálogos em grupo seja inovadora, a implementação frustra pela dependência excessiva de progresso pago.
Combate funcional, mas sistema de progresso questionável
O sistema de batalha em 3v3 é direto: os jogadores competem para capturar cristais espalhados no mapa, acumulando Bravery para si e aliados. Derrotar inimigos ou usar habilidades aumenta a pontuação, que pode ser convertida em um Burst — um ataque especial contra chefes. Personagens como Krile (suporte), Lightning (ataque ágil) e Rinoa (maga de alcance) têm papéis definidos, e a combinação de habilidades pode desencadear danos adicionais.
O problema está no progresso: cristais obtidos em batalhas podem ser trocados por novas habilidades, mas o acesso a conteúdos relevantes é restrito por um sistema que favorece jogadores que gastam dinheiro. A falta de alternativas viáveis para jogadores não pagantes torna a experiência desbalanceada.
O que esperar do futuro da franquia?
Dissidia Duellum Final Fantasy prova que, mesmo com uma base sólida de fãs, a Square Enix pode errar ao apostar em modelos de monetização agressivos. Enquanto títulos como Ever Crisis e Opera Omnia ofereciam caminhos alternativos, este novo lançamento deixa claro que o equilíbrio entre diversão e lucro ainda é um desafio para a desenvolvedora.
"É fácil apontar títulos mobile da Square Enix que valeram a pena. Mas Dissidia Duellum Final Fantasy é um dos jogos gacha mais decepcionantes dos últimos anos."