Militares dos EUA dispensados da vacina contra a gripe

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou em vídeo publicado na plataforma X (antigo Twitter) que os membros das Forças Armadas não serão mais obrigados a tomar a vacina contra a gripe para permanecerem em serviço ativo. Em comunicado oficial, Hegseth afirmou:

‘Estamos aproveitando este momento para eliminar mandatos absurdos e excessivos que apenas enfraquecem nossas capacidades de combate.’

Nova política: vacinação voluntária

A decisão, detalhada em memorando, torna a vacinação contra a gripe opcional para todos os militares ativos, da reserva e civis do Departamento de Defesa. Hegseth declarou:

‘Se você é um guerreiro americano encarregado de defender esta nação e acredita que a vacina contra a gripe é do seu interesse, pode tomá-la. Mas não vamos obrigar ninguém, porque seu corpo, sua fé e suas convicções não são negociáveis.’

Contexto histórico e controvérsias

A obrigatoriedade da vacina contra a gripe nas Forças Armadas existe desde o fim da Segunda Guerra Mundial, implementada após a pandemia de 1918, que atingiu entre 20% e 40% do Exército e Marinha dos EUA, debilitando as tropas. Hegseth, no entanto, classificou o mandato como ‘amplo demais e irracional’.

Relação com políticas recentes

Durante a administração Biden, cerca de 8 mil militares foram dispensados por recusarem a vacina contra a Covid-19. A maioria não retornou após a revogação do mandato em 2022. Especialistas alertam para o aumento de doenças preveníveis, como sarampo e gripe, devido à queda na cobertura vacinal.

Implicações políticas e estratégicas

A decisão ocorre em um momento de tensões internacionais, incluindo a participação dos EUA em conflitos como a guerra no Irã. Analistas sugerem que a medida busca atrair apoio de grupos que se opõem a mandatos vacinais, priorizando conflitos culturais internos em vez de focar em objetivos de guerra.