A Fórmula 1 anunciou ajustes nos sistemas híbridos para 2025, após semanas de discussões entre as partes interessadas. O objetivo é resolver o problema da energia híbrida, que tem afetado o desempenho e a segurança das corridas.
Este ano, a categoria estreou novos powertrains com motores elétricos mais potentes, mas com baterias que só conseguem fornecer energia máxima por alguns segundos por volta. Após esse período, a potência cai pela metade até que a bateria seja recarregada. Nas qualificações, isso prejudica o espetáculo, já que a volta mais rápida não é mais feita em ritmo absoluto. Nas corridas, a diferença de velocidade entre carros com e sem carga na bateria pode chegar a 70 km/h, criando situações de risco.
Novas regras entram em vigor no Grande Prêmio de Miami
As alterações, que passam a valer a partir do Grande Prêmio de Miami (1º a 3 de maio), limitam a energia máxima que pode ser recarregada por volta. A bateria continua com capacidade de 4 MJ, mas a recarga e o uso de até 8 MJ por volta para alimentar o motor elétrico — que complementa o V6 turbo — serão restringidos.
A recarga é feita por meio de frenagem regenerativa e do chamado "super clipping", que usa o motor para gerar energia e carregar a bateria. No entanto, cada kW extraído do motor para essa função reduz a potência direcionada às rodas traseiras, criando as perigosas diferenças de velocidade.
Impacto nas corridas e segurança
Sem um motor elétrico na dianteira, os carros só conseguem recuperar alguns MJ por volta via frenagem regenerativa. A F1 busca, com as mudanças, equilibrar o desempenho, reduzir riscos e garantir um espetáculo mais justo e emocionante para os torcedores.