Oportunidade única para jogadores da NFL
A possibilidade de jogadores draftados na NFL retornarem à universidade está cada vez mais real. A recente flexibilização das regras da NCAA, após violações antitruste, abriu caminho para que atletas com tempo de elegibilidade aproveitem o cenário atual.
No ano passado, a NCAA concedeu quatro anos de elegibilidade a James Nnaji, mesmo após ele ter sido selecionado na primeira rodada do Draft da NBA. Agora, a mesma lógica pode se aplicar ao futebol americano, onde um jogador draftado na NFL poderia optar por voltar à universidade.
Ty Simpson: o nome a observar em 2024
O quarterback Ty Simpson é o principal candidato a seguir esse caminho. Recentemente, ele revelou que poderia ter recebido cerca de US$ 6,5 milhões por mais um ano de futebol universitário — valor equivalente ao salário médio do sexto escolhido no Draft da NFL.
Simpson é cotado como possível escolha de primeira rodada. Caso não seja selecionado até a primeira rodada, ele terá 18 horas para decidir seu futuro. Mesmo que a maioria dos programas universitários já tenha fechado seus elencos para 2026, uma universidade certamente o aceitaria de volta.
Se Simpson optar por não entrar no Draft, ele precisa fazer isso de forma clara, evitando que alguma equipe o selecione. Caso contrário, a franquia que o draftar manterá seus direitos até que ele esteja pronto para ingressar na NFL.
Risco e recompensa: vale a pena esperar?
O grande desafio é o tempo. Quanto mais Simpson adiar sua decisão, maior será a pressão financeira para que uma equipe o mantenha em seus direitos para 2027. No entanto, se ele for draftado e optar por voltar à universidade, poderá perder milhões em contratos iniciais.
Em 2023, o contrato médio do primeiro escolhido na segunda rodada foi de US$ 2,1 milhões por ano. Se Simpson não for uma escolha de primeira rodada, ele poderia ganhar mais do que isso ao permanecer na universidade.
A lição de Shedeur Sanders e Quinn Ewers
Em 2023, Shedeur Sanders e Quinn Ewers foram candidatos a seguirem o mesmo caminho, mas nenhum deles o fez. Sanders caiu até a segunda rodada do Draft, enquanto Ewers foi selecionado apenas na sétima. Na época, a oportunidade parecia arriscada, mas hoje, com as novas regras da NCAA, o cenário mudou.
O caso de Sanders foi um dos artigos mais lidos na história da plataforma, mostrando o interesse do público por essa possibilidade. Agora, com a confirmação de que jogadores podem realmente retornar à universidade após o Draft, a pressão aumenta.
O futuro: mais jogadores seguirão esse caminho?
A tendência é que, cada vez mais, jogadores avaliem a opção de permanecer na universidade, especialmente aqueles que não são escolhidos nas primeiras rodadas. Com a flexibilização das regras e a possibilidade de ganhos financeiros significativos, a decisão pode se tornar comum.
Ty Simpson tem a chance de ser o pioneiro nesse movimento. Se ele optar por voltar à universidade, poderá inspirar outros jogadores a fazerem o mesmo, criando um novo paradigma no futebol americano universitário e profissional.