Um juiz federal dos Estados Unidos rejeitou o pedido de Sam Bankman-Fried por um novo julgamento, classificando a estratégia do fundador da falida corretora FTX como um desperdício de recursos judiciais e uma tentativa de reescrever sua imagem.

Em uma decisão publicada recentemente, o Juiz Lewis Kaplan, do Tribunal Distrital do Sul de Nova York, afirmou que o pedido parecia uma manobra desesperada para associar o caso a teorias conspiratórias infundadas, sem qualquer base real.

Bankman-Fried foi condenado em 2024 a 25 anos de prisão por liderar um dos maiores esquemas de fraude financeira da história americana. A sentença foi baseada em sete acusações, incluindo fraude eletrônica, conspiração para cometer fraude de valores mobiliários, fraude em commodities e lavagem de dinheiro.

O juiz destacou que já existe um recurso em andamento em outro tribunal. No entanto, Bankman-Fried apresentou um pedido separado para um novo julgamento, alegando que havia testemunhas e provas recém-descobertas que poderiam ter beneficiado sua defesa.

Segundo a defesa, o Departamento de Justiça dos EUA, liderado pelo governo de Joe Biden, teria intimidado testemunhas para que não depoissem ou, em um caso específico, mentissem em juízo. Além disso, Bankman-Fried solicitou a substituição do juiz Kaplan, pedindo sua recusa no processo.

Em sua decisão, o juiz Kaplan descartou todas as alegações como infundadas e sem mérito, reforçando que o sistema judicial já havia analisado todas as provas de forma justa e imparcial. A sentença original, segundo o magistrado, foi baseada em evidências sólidas e amplamente discutidas durante o julgamento.

O caso da FTX continua a ser um dos maiores escândalos financeiros dos últimos anos, com repercussões que afetam investidores, funcionários e o mercado de criptomoedas como um todo.