O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta mais um revés em sua tentativa de processar o Wall Street Journal por suposta difamação. Nesta quarta-feira (11), o juiz federal Darrin Gayles, do Distrito Sul da Flórida, decidiu que Trump não pode buscar provas de "má-fé" (actual malice) contra a publicação durante o processo.

A decisão reforça a rejeição anterior de uma ação por difamação, na qual Trump alegava que o jornal teria publicado informações falsas sobre um desenho que teria enviado ao álbum de aniversário de Jeffrey Epstein. Em abril, Gayles já havia dispensado o processo inicial, argumentando que Trump não apresentou provas plausíveis de que o Wall Street Journal agiu com "má-fé". No entanto, permitiu que o ex-presidente apresentasse uma nova versão da queixa, o que foi feito.

Agora, Trump está impedido de usar o processo de descoberta de provas (discovery) para coletar evidências contra o jornal. Mesmo assim, Gayles deixou a possibilidade de uma terceira tentativa, embora as chances de sucesso sejam mínimas. Isso porque, em setembro, o Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA divulgou o álbum de Epstein, que incluía o desenho atribuído a Trump.

Na mesma semana, o Departamento de Justiça de Trump emitiu uma intimação contra repórteres do Wall Street Journal por vazamentos relacionados ao Departamento de Defesa sobre a guerra no Irã. A Dow Jones, editora do jornal, classificou a medida como um "ataque à liberdade de imprensa constitucionalmente protegida".

As ações de Trump contra o Wall Street Journal e outros veículos que o criticam não apenas violam a liberdade de imprensa, como também carecem de fundamento legal, segundo analistas.