Justiça dos EUA anula intimações no caso Brennan
O Departamento de Justiça (DOJ) dos Estados Unidos anulou, na segunda-feira (12), diversas intimações emitidas no fim de semana contra testemunhas no caso de suposto perjúrio do ex-diretor da CIA John Brennan. As intimações exigiam depoimentos perante um grande júri em Washington, mas a decisão pegou especialistas de surpresa.
Procedimento incomum
Normalmente, testemunhas são entrevistadas pelo FBI antes de serem convocadas a depor perante um grande júri, segundo o The New York Times. O DOJ não ofereceu explicações sobre a anulação das intimações. Fontes da área de segurança indicaram que a equipe optou por agendar depoimentos voluntários em vez de usar o grande júri.
Mudanças na equipe
Na semana passada, Maria Medetis Long, chefe da seção de segurança nacional do escritório do procurador-geral em Miami, foi afastada da investigação após supostamente expressar dúvidas sobre o caso. Em seu lugar, foi nomeado Joseph diGenova, aliado de Trump e conhecido por suas críticas públicas a Brennan. DiGenova foi empossado na segunda-feira, mas não há clareza sobre seu envolvimento na decisão de emitir as intimações.
Acusações contra Brennan
Os procuradores do Distrito Sul da Flórida investigam alegações de que Brennan mentiu ao Congresso sobre seu papel na elaboração de uma avaliação de inteligência que sugeria interferência russa em favor de Donald Trump na eleição de 2016. Até agora, 30 intimações já foram emitidas em uma ampla investigação sobre supostos inimigos políticos de Trump. Esses casos serão julgados pela mesma juíza que concedeu a Trump um adiamento judicial: Aileen Cannon.
Padrão de erros processuais
A anulação repentina das intimações reforça uma tendência de erros processuais sem precedentes no DOJ durante a gestão Trump, comprometendo diversos casos civis e criminais em andamento.