Quem é Paolo Zampolli?

Paolo Zampolli é o enviado especial dos EUA para Parcerias Globais durante a administração de Donald Trump. Sua nomeação, no entanto, está cercada de controvérsias que envolvem desde a Copa do Mundo até ligações com figuras como Jeffrey Epstein e, segundo o New York Times, a agência de imigração ICE (Imigração e Alfândega).

Polêmica na Copa do Mundo 2026

Na semana passada, Zampolli sugeriu à Financial Times que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos EUA, Canadá e México. Segundo ele, a Itália teria qualidade técnica para participar, apesar de não ter se classificado nas últimas três edições.

"Sou italiano de nascença e seria um sonho ver a Azzurri em um torneio nos EUA. Com quatro títulos mundiais, eles têm credibilidade para justificar a inclusão."

— Paolo Zampolli, em entrevista à Financial Times

A proposta gerou reações negativas. O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, afirmou que a ideia é impossível e inadequada, reforçando que a classificação deve ser decidida em campo. O governo iraniano também criticou a iniciativa, chamando-a de "falta de moral" dos EUA, que temeriam a presença de jogadores iranianos.

A FIFA já declarou que não há planos de substituir o Irã pela Itália. A embaixada iraniana ainda afirmou que o país está pronto para participar da competição.

Por que um enviado dos EUA defende a Itália?

Zampolli, que não tem ligação aparente com o futebol italiano ou a Copa do Mundo, compartilhou a proposta em suas redes sociais. A sugestão coincide com críticas da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, ao governo Trump por declarações controversas sobre o papa Leão XIV e a guerra no Irã.

Ligações com Jeffrey Epstein

Zampolli também está envolvido em outra polêmica: suas relações com Jeffrey Epstein, condenado por tráfico sexual. Segundo o Daily Mail, ele afirmou ter apresentado Donald e Melania Trump em meados dos anos 1990 e ajudado Melania a obter um visto de trabalho nos EUA.

Melania Trump negou recentemente ter tido contato próximo com Epstein, que, segundo ela, a apresentou a Donald. Zampolli chegou a declarar que estaria disposto a testemunhar no Congresso sobre o caso, após a primeira-dama pedir uma audiência para vítimas de Epstein.

As ligações de Zampolli com Epstein levantam suspeitas sobre sua atuação como enviado especial, especialmente em um governo conhecido por nomear figuras controversas para cargos-chave.

Outras controvérsias: a relação com a ICE

Segundo o New York Times, Zampolli também teria vínculos com a ICE (Imigração e Alfândega dos EUA), agência frequentemente criticada por suas políticas de imigração. Embora não haja detalhes públicos sobre seu envolvimento, a associação reforça as críticas à sua nomeação.

Conclusão: um padrão de nomeações questionáveis

Paolo Zampolli é mais um exemplo de como a administração Trump nomeou figuras com histórico controverso para cargos de destaque. Suas ações, desde tentativas de influenciar a Copa do Mundo até ligações com Epstein, reforçam as críticas à ética e transparência do governo.

Enquanto a FIFA e governos internacionais rejeitam suas propostas, a sociedade continua a questionar: até onde vai a influência de nomeados como Zampolli?