A iniciativa dos democratas para conter as ações militares de Donald Trump no Irã sofreu um revés decisivo nesta quarta-feira (14), quando o senador John Fetterman se tornou o voto que definiu o resultado da votação no Senado. A proposta, sétima do tipo apresentada pelos democratas, buscava aplicar o War Powers Act para interromper a campanha militar do ex-presidente no Irã.
Esta foi a primeira vez desde que o conflito ultrapassou o limite de 60 dias que o Senado votou uma medida para encerrar a guerra. Segundo a legislação, após esse período, o presidente é obrigado a retirar as tropas, a menos que o Congresso declare guerra ou aprove uma extensão. A moção foi rejeitada por apenas um voto, com placar de 49 a 50. Três republicanos — Lisa Murkowski, Susan Collins e Rand Paul — romperam com a liderança do partido para apoiar a proposta.
Fetterman, entretanto, foi o único democrata a votar contra a medida. O senador tem histórico de críticas contundentes ao Irã, classificando-o como "o verdadeiro inimigo, a verdadeira ameaça, o verdadeiro perigo". Ao se alinhar aos republicanos e a posições pró-Israel, Fetterman não apenas contrariou a orientação de seu partido, mas também a vontade da maioria de seus eleitores.
Uma pesquisa realizada em março revelou que os eleitores da Pensilvânia tinham uma taxa líquida de desaprovação de -16 pontos em relação aos recentes ataques militares dos EUA no Irã. Segundo relatos, Trump teria ordenado que republicanos tentassem convencer Fetterman a mudar de partido, visando manter a frágil maioria do GOP no Senado. Em resposta, Fetterman afirmou que "seria um péssimo republicano", enquanto Trump o chamou de seu "democrata favorito".