Novos atrasos no atendimento médico para idosos
Pacientes do Medicare em hospitais do estado de Washington estão aguardando de duas a quatro vezes mais tempo para a realização de procedimentos que agora exigem autorização prévia, segundo um novo relatório. A demora, em alguns casos, chega a semanas para aprovações que antes eram automáticas.
Relatório destaca danos aos pacientes
O documento, produzido pela senadora Maria Cantwell (D-Wash.), é um dos primeiros a documentar os danos causados aos pacientes pelo novo modelo de redução de serviços inadequados do Medicare, chamado WISeR (Wasteful and Inappropriate Service Reduction). O programa, lançado em 1º de janeiro, utiliza inteligência artificial para analisar pedidos de autorização.
Críticas ao uso de IA na autorização
Durante audiência no Comitê de Finanças do Senado na quarta-feira (14), Cantwell questionou o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., sobre o impacto do WISeR. Segundo ela, a IA está sendo usada como uma "ferramenta de negação", atrasando tratamentos essenciais sem justificativa clara.
"Pacientes estão esperando semanas por aprovações que antes não precisavam. Isso não é apenas ineficiente, é perigoso."
Demanda por suspensão imediata
Cantwell e outros parlamentares democratas vêm pressionando a Administração de Serviços de Medicare e Medicaid (CMS) a suspender o programa. Em comunicado, a senadora afirmou que o WISeR está comprometendo o acesso a cuidados médicos para idosos e pessoas com deficiência.
Impacto nos hospitais
Os hospitais afetados relatam um aumento significativo na carga administrativa, com equipes dedicando horas extras para lidar com as novas exigências. Além disso, pacientes com condições crônicas ou emergenciais estão sendo prejudicados pela demora.
Próximos passos
A CMS ainda não se manifestou oficialmente sobre a suspensão do programa. Enquanto isso, parlamentares e representantes da área da saúde aguardam uma resposta, temendo que os atrasos continuem a piorar.