O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reúne nesta segunda-feira com sua equipe de segurança nacional para discutir os próximos passos na guerra contra o Irã. Entre as opções em análise está a retomada de ações militares, após as negociações com o país terem chegado a um impasse no domingo, segundo três autoridades norte-americanas.

A Casa Branca busca um acordo para encerrar o conflito, mas a recusa do Irã em ceder em questões-chave, como seu programa nuclear, coloca a opção militar novamente em discussão. Trump já havia ameaçado, nos últimos dias, bombardear instalações de infraestrutura iraniana caso a diplomacia não avançasse.

Contexto da notícia: Os EUA aguardaram dez dias pela resposta do Irã à proposta apresentada para encerrar a guerra. A expectativa era de que Teerã demonstrasse maior flexibilidade, mas a resposta recebida no domingo foi negativa. A televisão estatal iraniana classificou a proposta como uma tentativa de "surrender" do país às "excessivas demandas" de Trump.

O presidente norte-americano rejeitou a resposta iraniana.

"Não gostei. É inadequada", declarou Trump à Axios.

Reunião de alto nível: Participam da discussão, segundo autoridades dos EUA, o vice-presidente Vance, o enviado especial Steve Witkoff, o secretário de Estado Rubio, o secretário de Defesa Hegseth, o general Dan Caine (presidente do Estado-Maior Conjunto), o diretor da CIA John Ratcliffe e outros altos funcionários.

Declarações de Trump: Antes da reunião, o presidente afirmou aos repórteres na Sala Oval:

"Tenho um plano. O Irã não pode ter uma arma nuclear."
Ele também declarou que o cessar-fogo com o Irã está "em estado crítico". Trump alegou que o Irã havia concordado em ceder seu estoque de urânio enriquecido aos EUA, mas que a resposta de domingo não mencionou o tema, sugerindo uma mudança de posição.

Divisões internas no Irã: Trump afirmou que a liderança iraniana está dividida entre "moderados e radicais".

Possíveis ações militares: Duas autoridades norte-americanas revelaram que Trump estaria inclinado a tomar alguma medida militar contra o Irã para pressionar o regime e forçar concessões no programa nuclear.

"Ele vai dar um jeito neles", afirmou uma autoridade.
Outra autoridade declarou:
"Todos nós sabemos para onde isso está indo."

Opções em análise:

  • Retomar a Operação Liberdade, que guiava navios pelo Estreito de Ormuz, suspensa na semana passada;
  • Reiniciar a campanha de bombardeios, atingindo os 25% dos alvos identificados pelo Pentágono que ainda não foram atacados;
  • Autorizar uma operação de forças especiais israelenses para garantir o estoque de urânio enriquecido do Irã. Autoridades israelenses afirmam que Trump hesita devido ao alto risco da operação.

Contexto político: Uma das preocupações de Trump ao avaliar os próximos passos é sua viagem à China, prevista para esta semana. O presidente deve deixar os EUA na quarta-feira e retornar na sexta. Duas autoridades afirmaram que não acreditam que Trump autorizará ações militares antes de seu retorno.

Fonte: Axios