Reunião na Casa Branca reúne Trump e executivos do setor energético
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seus principais assessores se reuniram na terça-feira (16) com executivos de empresas de petróleo e gás na Casa Branca. O encontro teve como foco os impactos da guerra no Irã nos mercados de energia e outros temas relevantes para o setor.
Entre os participantes estavam o CEO da Chevron, Mike Wirth, confirmou um porta-voz da empresa. Também estiveram presentes a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, além dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner, segundo fonte próxima ao evento.
Temas discutidos incluem produção doméstica e preços globais
Um representante da Casa Branca declarou que "o presidente se reúne frequentemente com executivos do setor energético para obter feedback sobre os mercados domésticos e internacionais".
Os principais assuntos abordados incluíram:
- A produção doméstica de energia;
- Os avanços na Venezuela;
- Os contratos futuros de petróleo;
- A comercialização de gás natural;
- As rotas de transporte marítimo.
Preços de gasolina nos EUA atingem recorde desde 2022
A alta dos preços do petróleo no mercado global, impulsionada pela redução da oferta do Oriente Médio, tem elevado os custos dos combustíveis nos Estados Unidos. Segundo a AAA, o preço médio da gasolina nos EUA chegou a US$ 4,18 por galão na terça-feira, o maior valor desde o início da guerra no Irã e o mais alto desde 2022.
O governo Trump já adotou medidas para tentar conter o aumento, como a suspensão temporária da Jones Act, que exige o uso de navios construídos e operados nos EUA para transporte entre portos domésticos. No entanto, as opções para conter a alta são limitadas diante da crise de oferta.
Incertezas no mercado e impacto na demanda global
A instabilidade no fornecimento de petróleo, agravada pelo fechamento não oficial do Estreito de Ormuz — responsável por cerca de um quarto do petróleo marítimo mundial —, tem elevado os preços a patamares não vistos em anos. Embora a redução da oferta do Oriente Médio aumente a demanda por exportações de petróleo e gás natural liquefeito dos EUA, a incerteza prolongada pode reduzir o consumo tanto no mercado interno quanto no exterior.
"Se os preços permanecerem altos por tempo suficiente, isso reduzirá a demanda por petróleo nos EUA e no mundo", afirmou um analista do setor.
Crise no Irã e eleições nos EUA pressionam política energética
Os republicanos no Congresso, aliados de Trump, já preparam-se para enfrentar as consequências políticas do aumento dos preços dos combustíveis, que afeta diretamente os eleitores americanos. A situação é ainda mais delicada diante das eleições presidenciais de 2024, que tornam a política energética um tema central na campanha.