Disputa milionária: concessionária processa Bugatti por taxas abusivas e distribuição injusta

A concessionária Bugatti Miami, parte do grupo Braman Motors, entrou com uma ação judicial contra a Bugatti nos EUA, alegando que a marca impôs taxas abusivas de mão de obra para serviços de garantia e distribuiu veículos de forma discriminatória.

Segundo o processo, a disputa começou quando a concessionária solicitou um reembolso de US$ 1.350 por hora para serviços de garantia — uma quantia considerada excessiva até para donos de Bugatti. Após negociações, a Bugatti teria inicialmente concordado em pagar US$ 1.100 por hora até junho de 2025, subindo para os US$ 1.350 a partir de janeiro de 2026.

Porém, a relação piorou quando a Bugatti informou que não autorizaria mais a concessionária a realizar reparos sob garantia, alegando "marcação excessiva de mão de obra e peças". A marca teria dito que os clientes poderiam obter o mesmo serviço em outros revendedores por custos menores.

Distribuição desigual do Bugatti Tourbillon

A ação também acusa a Bugatti de favorecer uma concessionária rival na Flórida. Enquanto a Bugatti Miami recebeu apenas duas unidades do Tourbillon — sucessor do Chiron avaliado em mais de US$ 4 milhões — a Bugatti Broward, localizada a 40 km de distância, teria recebido nove alocações.

Acusações de vendas diretas e violação de leis estaduais

O processo ainda alega que a Bugatti violou leis de franquia da Flórida ao realizar vendas diretas ao consumidor, incluindo reservas, preços e contratos para modelos como o Chiron e o Tourbillon. A concessionária pede ao tribunal que bloqueie mudanças no acordo de distribuição enquanto o caso estiver em andamento.

Nenhuma das partes comentou o caso até o momento.