Em coletiva realizada ontem no Pentágono após os ataques do Irã aos Emirados Árabes Unidos, o chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, general Mark Milley, afirmou que as ações do país adversário estavam "abaixo do limiar de retomada de operações de combate em grande escala". A declaração sugere uma postura de contenção por parte dos Estados Unidos, que busca evitar uma escalada militar mesmo diante das provocações iranianas.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, em resposta, advertiu que "os EUA devem ter cautela para não serem arrastados de volta a um pântano por aqueles que desejam o mal", dirigindo a mesma crítica também aos Emirados Árabes Unidos. A mídia internacional, como o The New York Times, interpretou a postura americana como uma negação da realidade, sugerindo que a Casa Branca estaria minimizando os riscos enquanto mísseis voam.

O presidente Donald Trump havia deixado claro que qualquer bloqueio ao Estreito de Ormuz seria considerado uma violação do cessar-fogo. No entanto, especialistas apontam que a situação nem sempre é binária e que declarações podem fazer parte de táticas de negociação. Embora a administração Trump tenha abandonado objetivos iniciais, como a mudança de regime no Irã, a estratégia de evitar conflitos prolongados parece ganhar força.

Enquanto isso, Trump publicou uma mensagem no Twitter na qual afirmou que o Irã deve cumprir acordos anteriores ou enfrentar bombardeios. A falta de coerência na estratégia americana continua a gerar debates.

Nova batalha contra antidepressivos nos EUA

Em outro front, o secretário de Saúde dos EUA, Robert F. Kennedy Jr., anunciou uma campanha federal contra o uso de antidepressivos como Zoloft, Lexapro e Prozac. Segundo dados, cerca de um em cada seis adultos americanos faz uso desses medicamentos, com mulheres apresentando taxas mais altas de consumo.

Entre 1988 e 2008, o uso de ISRSs (inibidores seletivos de recaptação de serotonina) cresceu quase 400% entre adolescentes e adultos. Kennedy defendeu que os medicamentos psiquiátricos devem ser tratados como uma opção, não como a primeira escolha, com transparência total e um plano claro para interromper o uso quando necessário.

Entre os efeitos colaterais citados por Kennedy e relatados por usuários estão a disfunção sexual, ganho de peso e aumento do risco de suicídio em jovens. A iniciativa marca uma mudança na política de saúde mental nos EUA, priorizando alternativas não farmacológicas.

Fonte: Reason