Justiça dos EUA julga caso de ameaças de morte contra minorias
Um homem nos Estados Unidos foi acusado de enviar 22 ameaças de morte contra muçulmanos, negros, imigrantes e pessoas de origem indiana em vídeos do YouTube. A decisão judicial, proferida pela juíza Sheri Polster Chappell (Distrito da Flórida), permite que o caso seja levado a júri.
Acusações incluem genocídio e extermínio
As mensagens enviadas pelo réu, conforme descrito no processo U.S. v. Demeo, incluem ameaças como:
- "Exterminar todos os muçulmanos homens, mulheres e crianças";
- "Genocídio e assassinato de muçulmanos nos EUA";
- "Carregar muçulmanos em ônibus para atirar na cabeça e triturar em picador de madeira";
- "Ameaçar imigrantes, negros americanos e pessoas da Índia".
O governo federal acusa o réu de violar a Seção 875(c) do Código dos EUA, que proíbe a transmissão, por meios interestaduais ou internacionais, de comunicações que contenham ameaças de dano a terceiros.
"Muçulmanos, atenção: vocês não são bem-vindos aqui. Vocês devem voltar ao seu país ou morrer aqui. Estamos cansados do governo incompetente e vamos corrigir isso. Vocês são parasitas, lixo biológico e não humanos. Não daremos chances. O governo não poderá salvá-los."
Defesa alega falta de especificidade nas acusações
O réu argumentou que a acusação não descreve adequadamente o delito e carece de especificidade. No entanto, a juíza rejeitou o pedido, permitindo que o caso prossiga para julgamento pelo júri.
O processo destaca a crescente preocupação com discursos de ódio e ameaças contra minorias nos EUA, especialmente após casos semelhantes, como o "See MAGA, Shoot MAGA", que também resultou em condenação.