Pragmata rompe com os 'sad dad games' dos anos 2010
O jogo Pragmata se destaca por não seguir a fórmula dos chamados 'sad dad games', um subgênero que dominou a indústria nos últimos anos. Protagonistas como Joel (The Last of Us), Kratos (God of War) e Lee (The Walking Dead) personificam esse arquétipo: homens maduros, com passados violentos e uma missão de proteção que os assombra com dúvidas existenciais.
Hugh Williams, o protagonista de Pragmata, quebra esse padrão. Ele é um homem maduro, mas não carrega o peso da culpa ou da insegurança típica desses personagens. Não há traumas ocultos, remorsos por ações passadas ou questionamentos sobre sua capacidade de proteger Diana, uma robô com aparência de criança.
Um protagonista diferente: maduro, mas sem angústias
Diferente dos 'sad dads' dos games, Hugh não se define pela violência ou pelo arrependimento. Ele age com uma compostura quase desconcertante, sem esconder segredos ou lamentar suas ações. A violência em Pragmata, inclusive, não é contra humanos, mas contra robôs recicláveis, o que ameniza o peso moral da narrativa.
A história de Hugh é apresentada de forma simples: ele cresceu, estudou, trabalhou e foi para a Lua, onde eventos adversos ocorreram ao seu redor, mas não por sua culpa. O que mais chama atenção é sua origem: ele foi adotado, um detalhe que ele compartilha abertamente com Diana, a robô que o acompanha.
"As orientações de Hugh para Diana não são apenas conselhos, mas lições sobre como ser uma pessoa decente. Não há drama desnecessário, apenas uma relação madura e construtiva."
Por que 'Pragmata' não é um 'sad dad game'
- Sem culpa excessiva: Hugh não se martiriza por seu passado ou duvida de suas ações.
- Violência justificada: Os inimigos são robôs, não humanos, o que reduz o peso moral da narrativa.
- Relação saudável: A dinâmica entre Hugh e Diana é baseada em respeito mútuo, não em proteção angustiada.
- Narrativa realista: A história de Hugh é apresentada de forma linear, sem reviravoltas dramáticas desnecessárias.
O que esperar de 'Pragmata'
Além de fugir dos clichês dos 'sad dad games', Pragmata promete uma experiência narrativa reflexiva e madura. A relação entre Hugh e Diana é o coração do jogo, explorando temas como adoção, responsabilidade e crescimento pessoal sem cair no melodrama.
Para os jogadores que buscam algo diferente dos jogos de ação carregados de angústia, Pragmata pode ser uma surpresa agradável. Sua abordagem direta e sem rodeios oferece uma experiência única, longe dos estereótipos que dominaram o gênero nos últimos anos.