Os preços do petróleo atingiram o maior nível desde o início da guerra no Irã, com o barril do Brent ultrapassando US$ 126 antes de recuar na manhã desta quinta-feira (12). A commodity, que serve como referência global, chegou a registrar queda para cerca de US$ 114 por barril às 8h (horário de Brasília), enquanto o West Texas Intermediate (WTI), principal benchmark dos EUA, operava em torno de US$ 104.
A escalada nos preços reflete o temor de um impasse prolongado no Estreito de Ormuz, principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio, após o colapso das negociações entre EUA e Irã. A tensão geopolítica e o risco de uma escalada militar mantêm os mercados em alerta.
Impacto nos combustíveis nos EUA
O aumento do petróleo já se reflete nos preços da gasolina nos Estados Unidos. Segundo a AAA, a média nacional atingiu US$ 4,30 por galão na manhã desta quinta-feira, alta de mais de 7 centavos em relação ao dia anterior e mais de US$ 1,10 acima do valor registrado há um ano.
Análise do mercado e reações
"O mercado de petróleo saiu do otimismo excessivo para a realidade de uma interrupção no fornecimento no Golfo Pérsico. A ruptura das negociações EUA-Irã e a rejeição da oferta iraniana sobre Ormuz fizeram o mercado perder a esperança de um rápido retorno ao fluxo normal de petróleo."
Warren Patterson e Ewa Manthey, analistas da ING
A expiração dos contratos futuros do Brent para junho, que ocorreu hoje, também pode ter contribuído para a volatilidade observada no mercado.
Ações diplomáticas e militares em andamento
O presidente Donald Trump deve receber hoje um briefing sobre novos planos de ação militar contra o Irã, segundo informações do repórter Barak Ravid, da Axios. Enquanto isso, o Wall Street Journal noticiou que autoridades americanas estariam em negociações para formar uma coalizão internacional que garanta a navegação segura no Estreito de Ormuz.
O cenário permanece incerto, com riscos de novos aumentos nos preços caso a situação se agrave ou se prolongue.