O senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, reagiu com veemência após ser questionado sobre a necessidade de um novo salão de baile na Casa Branca. Durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira (27), um repórter o provocou: se o White House Correspondents’ Dinner (WHCD) — um evento privado em local privado, com capacidade para o dobro de convidados que o salão proposto — não justificaria a obra, por que Graham insistia na construção?

Graham respondeu com tom agressivo: “Se você vai ter o presidente dos Estados Unidos, o vice-presidente, o presidente da Câmara e metade do gabinete na sala, o ambiente importa. E a ideia de que não dá para fazer isso no salão é problema da Associação de Correspondentes.”

O repórter rebateu: o WHCD é um evento privado, não organizado pela Casa Branca, e já supera em capacidade o salão proposto. Graham, no entanto, manteve sua posição: “VAMOS CONSTRUIR ESSA INSTALAÇÃO! A NECESSIDADE É REAL.”

A polêmica ganhou destaque nas redes sociais após o tuíte de Acyn, que viralizou com a troca de farpas entre o senador e a imprensa.

O WHCD é realizado há 50 anos no Washington Hilton, local que, embora enfrente desafios de segurança, não tem relação direta com a Casa Branca. Especialistas e críticos questionam se a construção de um salão de baile resolveria algum problema real — afinal, o evento não depende desse espaço.

Apesar das críticas, Graham anunciou um projeto de lei para destinar US$ 400 milhões em fundos públicos para a obra. Em tom dramático, ele afirmou:

“Vamos ter que nos adaptar aos tempos em que vivemos. Há pessoas que, infelizmente, consideram a violência uma saída aceitável. Por isso, não, nós vamos construir essa instalação. E sugiro ao próximo presidente: ‘Não vão ao Hilton!’”

O senador ainda declarou que a obra daria “opções” ao presidente e seus aliados, ignorando que a escolha do local do WHCD não é decisão da Casa Branca.

Enquanto isso, o Departamento de Justiça tenta barrar uma ação judicial que questiona a legalidade da construção, considerada por muitos um gasto desnecessário em meio a prioridades urgentes.

A pressão por um salão de baile ganhou força após o recente atentado durante o WHCD, mas críticos apontam que a medida é mais um símbolo de prioridades distorcidas do que uma solução real. A jornalista Molly Jong-Fast resumiu o cenário com ironia em sua rede social: “Quando só se tem um martelo, tudo parece um prego.”