Conservadores nos Estados Unidos estão furiosos com a proposta de acordo de paz apresentada pelo ex-presidente Donald Trump para o Irã. A reação veio após relatos de um plano de 30 dias para reabrir o Estreito de Ormuz e estabelecer uma trégua temporária até a formalização de um acordo mais amplo.
Críticos de todo o espectro conservador expressaram repúdio à iniciativa. Hugh Hewitt, comentarista político e defensor da invasão do Iraque em 2003, afirmou: “Este seria um acordo terrível. Espero que os termos sejam significativamente mais rígidos: nenhuma enriquecimento de urânio, jamais. Nenhum apoio a grupos proxies. E acesso irrestrito à internet.”
Morton Klein, presidente da Zionist Organization of America, questionou a estratégia: “Se este regime permanecer no poder, fará de tudo para avançar com sua agenda: financiar terrorismo, desenvolver armas nucleares e mísseis balísticos. E, se estão tão desesperados por um acordo, como Trump alega, por que nós é que ditamos as condições?”
O Wall Street Journal também se posicionou contra a proposta. Em editorial, a publicação afirmou: “É essencial que Trump mantenha a firmeza, sabendo que o Irã não precisa enriquecer urânio a não ser para fabricar uma bomba. Não se pode confiar em uma mudança de comportamento do regime ao longo do tempo, erro cometido por Obama.”
Mark Levin, apresentador da Fox News e neoconservador, classificou o acordo como “desastroso”. Em publicação, escreveu: “Se o relatório da Axios estiver correto, o regime iraniano sobreviverá, o povo iraniano enfrentará mais brutalidade e o governo israelense pode cair nas eleições de outubro.” Levin não mencionou o impacto da guerra já existente, que já causou mortes e deslocamentos entre civis no Irã e no Líbano.
Enquanto o plano poderia ser uma estratégia para acalmar os mercados, há quem acredite que Trump tenha percebido — diante do aumento dos preços, mortes de civis e a resistência do Irã — que a guerra foi um grave erro. No entanto, esse grupo de conservadores prefere mais violência a qualquer possibilidade de paz.