Um motorista do Lyft nos Estados Unidos atingiu a marca de 100 mil milhas (cerca de 160 mil quilômetros) com seu Tesla Cybertruck, mas a experiência revelou um lado caro da manutenção do modelo. Embora os custos com carregamento elétrico sejam baixos, um único reparo custou US$ 7,2 mil (aproximadamente R$ 37 mil na cotação atual). Mesmo assim, o proprietário afirmou que o veículo continua sendo a melhor opção para seu trabalho.
Um trabalho pesado e um sonho ambicioso
O dono do Cybertruck, que se identifica como LyftDr1ver em fóruns especializados, utiliza o caminhão para transportar passageiros em Nashville, no Tennessee. Em seis anos de uso, ele acumulou mais de 100 mil milhas, principalmente dirigindo para o aplicativo de transporte. Segundo ele, o veículo é uma máquina de trabalho que economiza dinheiro, mas também um risco financeiro sem garantia.
Apesar dos problemas enfrentados, o proprietário ainda sonha em levar o odômetro a um milhão de milhas. Sua história foi compartilhada recentemente no Cybertruck Owners Club, onde ele detalhou os altos e baixos de usar o modelo como veículo profissional.
Economia e conforto: os pontos fortes do Cybertruck
Dirigir um caminhão convencional por tanto tempo diariamente teria um custo elevado com combustível. No entanto, o dono do Cybertruck relata gastar apenas US$ 12 por dia (cerca de R$ 60) com carregamento, totalizando aproximadamente US$ 350 por mês (R$ 1,8 mil). Comparado aos preços atuais da gasolina, essa economia é impressionante.
Além disso, os passageiros elogiam o espaço interno, o teto panorâmico, a dirigibilidade suave e o sistema de som do veículo. O compartimento de carga também é destacado como extremamente funcional e espaçoso. Outra surpresa positiva foi a facilidade de dirigir em trânsito intenso, graças ao sistema steer-by-wire do Cybertruck.
Problemas de qualidade e uma conta inesperada
Por ser um dos primeiros modelos do Cybertruck, o proprietário enfrentou diversos problemas de qualidade de construção. Entre eles:
- Capa da caçamba que vaza;
- Barulho na suspensão que não desaparece;
- Carregador sem fio que superaquece os celulares;
- Pneus que se desgastaram completamente com apenas 40 mil milhas;
- Bateria com autonomia reduzida para cerca de 299 milhas (480 km) em carga total.
No entanto, o maior prejuízo foi um reparo de US$ 7,2 mil (R$ 37 mil) para substituir um sistema de conversão de energia que apresentou defeito com cerca de 60 mil milhas. Como o veículo já estava fora da garantia, o dono não teve cobertura para o conserto.
"A Tesla não tem misericórdia quando você está fora da garantia."
Embora os custos de combustível tenham sido economizados, uma conta como essa pode anular rapidamente as vantagens financeiras do veículo elétrico. Vale lembrar que veículos a gasolina ou diesel também enfrentariam manutenções pesadas com essa quilometragem.
O futuro: entre a ambição e a realidade
Atualmente, o proprietário tem dois grandes objetivos: manter o caminhão funcionando sem grandes problemas e alcançar a marca de um milhão de milhas no odômetro. Embora esses planos pareçam ambiciosos, ele segue confiante na capacidade do Cybertruck.
Para muitos, o Cybertruck é mais do que um meio de transporte — é uma declaração de estilo. E, pelo menos para esse motorista, continua sendo a melhor ferramenta para seu trabalho, mesmo com seus defeitos.