Fim de uma era: Tim Cook encerra 15 anos como CEO da Apple

Tim Cook, CEO da Apple desde 2011, anunciou sua saída para setembro de 2024. Em carta à comunidade da empresa, Cook destacou seu sucessor, John Ternus, atual vice-presidente sênior de engenharia de hardware, como "um engenheiro brilhante e visionário, que dedicou os últimos 25 anos a construir os produtos que os usuários amam". Cook afirmou que Ternus "é a pessoa perfeita para o cargo".

Sucessão interna: a tendência que domina o mercado

O anúncio reforça uma tendência global: a preferência por nomear CEOs internamente. Segundo estudo da Egon Zehnder, 82% das nomeações de CEOs nos últimos dez anos foram de profissionais promovidos dentro de suas próprias empresas. Entre os CEOs em primeiro mandato, 88% foram promovidos internamente. Já entre os CEOs experientes, 49% vieram de fora, geralmente quando as empresas buscam mudanças estratégicas.

A promoção de Ternus sugere que a Apple manterá sua trajetória atual, focada em inovação de produtos. Analistas da Morgan Stanley reforçam essa visão, afirmando que a sucessão mantém o "foco no produto como centro da estratégia da empresa".

CEOs internos têm maior longevidade no cargo

O estudo também revelou que CEOs promovidos internamente permanecem mais tempo no cargo. Enquanto os nomeados externamente têm uma média de 73 meses (6 anos e 1 mês) de mandato, os internos ficam em média 82,43 meses (6 anos e 10 meses).

Carreira de Cook: um exemplo de sucessão interna

Cook ingressou na Apple em 1998, após ser contratado por Steve Jobs. Em 2002, foi promovido a vice-presidente executivo de vendas mundiais, e em 2005 assumiu o cargo de COO. Após 13 anos na empresa, tornou-se CEO em 2011, sucedendo Jobs. Sua trajetória exemplifica a eficácia das promoções internas.

"Ternus é um engenheiro brilhante e visionário, obcecado por detalhes e focado em tornar nossos produtos melhores, mais ousados e mais significativos."
— Tim Cook, em carta à comunidade da Apple