Metade dos americanos atrasa pagamentos de dívidas
Um levantamento da Lending Tree, empresa de crédito online, revelou que 48% dos lares americanos que utilizam serviços de "compre agora, pague depois" (BNPL), como Affirm e Klarna, atrasaram pelo menos um pagamento no último ano. Esse número representa um aumento em relação aos 41% registrados no ano anterior e acende um alerta sobre a saúde financeira das famílias nos EUA.
Dívidas em alta: cartão de crédito, empréstimos e financiamentos
Os dados mostram um cenário preocupante em diversos setores:
- Cartão de crédito: Pesquisa da Century Foundation indicou que metade dos titulares de cartão não consegue pagar o saldo integral mensalmente, acumulando uma dívida total de US$ 1 trilhão.
- Empréstimos estudantis: Desde outubro de 2023, quando terminou a pausa federal nos pagamentos, 11% dos mutuários estão com três ou mais meses de atraso, segundo relatório da FICO.
- Financiamentos automotivos: O valor médio de um carro novo atingiu US$ 50 mil, com parcelas mensais próximas a US$ 775. Os preços de carros usados também subiram, alcançando o maior nível desde meados de 2023.
Pressão financeira leva famílias a recorrerem a mais dívidas
Com o custo de vida elevado, as famílias estão cada vez mais dependentes de crédito para cobrir despesas básicas, como alimentação e transporte. O uso de cartões de crédito e serviços BNPL aumentou, mas os atrasos nos pagamentos refletem a dificuldade em manter as finanças em dia.
"As finanças das famílias estão frágeis. Elas operam sem rede de segurança, e os dados mostram que o endividamento atual não tem precedentes recentes." — Mike Pierce, diretor-executivo da Protect Borrowers e coautor do relatório da Century Foundation.
Economia de Trump agrava o cenário
Especialistas apontam que as políticas econômicas do governo Trump, combinadas com altos preços e taxas de juros, estão piorando a situação. "As coisas estão muito caras. As pessoas estão usando dívidas para pagar despesas rotineiras que, há poucos anos, eram pagas à vista", afirmou Pierce.
O cenário sugere que, sem mudanças significativas, a crise de endividamento pode se agravar, afetando não apenas as famílias, mas a economia como um todo.