A Capsida Biotherapeutics anunciou, nesta terça-feira (16), que segue sem respostas sobre a morte de uma criança ocorrida em setembro de 2023 durante um ensaio clínico de terapia gênica.

Segundo a empresa, os cientistas responsáveis pela investigação não conseguiram avançar no caso porque o hospital onde o estudo foi realizado se recusou a fornecer amostras de tecido da autópsia.

O tratamento experimental, chamado CAP-002, fazia parte de uma nova geração de terapias gênicas desenvolvidas para transportar genes diretamente ao cérebro. Esses avanços científicos utilizam vírus geneticamente modificados capazes de atravessar a barreira hematoencefálica, uma estrutura que protege o sistema nervoso central de substâncias potencialmente nocivas.

Essa tecnologia abriu caminho para o desenvolvimento de tratamentos promissores contra doenças genéticas raras e condições neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.

No entanto, a falta de acesso às amostras de tecido impede que os pesquisadores determinem se houve relação entre o tratamento e o óbito, gerando incertezas sobre a segurança da terapia.